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Renato Gaúcho critica excesso de estrangeiros no elenco do Grêmio

Após empate no Gre-Nal, técnico Renato Gaúcho questiona a quantidade de jogadores estrangeiros no Grêmio e aponta dificuldades de adaptação e comunicação no grupo.
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Redação Planalto RS 24 Horas

12 de outubro de 2026

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O técnico Renato Gaúcho utilizou a coletiva após o empate em 1 a 1 no Gre-Nal, neste domingo, para questionar o número de jogadores estrangeiros no elenco do Grêmio. O treinador afirmou que a adaptação de atletas de outros países é mais lenta, especialmente na comunicação com os companheiros.

Renato destacou que o clube conta com 11 estrangeiros, sendo que Kannemann possui nacionalidade brasileira e não entra no limite de nove atletas de fora relacionados por partida em competições nacionais. Para o técnico, a presença de muitos gringos estimula a formação de grupos isolados no vestiário.

O debate sobre estrangeiros no Grêmio ganha força no fim do ano, quando o clube deve reavaliar o elenco para a próxima temporada. A fala de Renato ocorre em um momento de pressão após o empate no clássico, com o time buscando estabilidade no Brasileirão. A declaração também reacende a discussão sobre políticas de contratação e o limite de jogadores de fora no futebol brasileiro.

Entre os estrangeiros do elenco estão Kannemann (argentino), Balbuena (paraguaio), Nardoni (argentino), Noriega (peruano), Villasanti (paraguaio), Krovinovic (croata), Pavon (argentino), Braithwaite (dinamarquês), Amuzu (belga), Jovane Cabral (caboverdiano) e Enamorado (colombiano). Krovinovic e Cabral chegaram no segundo semestre.

Renato citou especificamente o caso de Amuzu, que está no clube desde fevereiro do ano passado e ainda não é fluente em português. “Ele está aqui há quanto tempo? Um ano e meio e não fala o português. Tem de estar sempre do lado dele”, afirmou o treinador.

O técnico também comentou a situação de Krovinovic, destacando que o meia passa por adaptação ao modelo de jogo da equipe. “Estou tirando a mania dele. Quando contrata, tem de pegar a ficha dele. Quantos gols, jogos, problema de lesão, como é com o grupo, a língua”, declarou.

Renato ainda criticou a forma como contratações são conduzidas no futebol brasileiro. “Não é porque a CBF liberou mais estrangeiros que se tem de trazer estrangeiro de qualquer jeito. Não é assim que se trabalha”, completou o treinador, que também dividiu responsabilidades sobre o desempenho da equipe.

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Corrida dos Bravos do 38º BPM terá primeira etapa em Sarandi

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Redação Planalto RS 24 Horas

12 de outubro de 2026

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A Brigada Militar, por meio do 38º Batalhão de Polícia Militar (38º BPM), realizará o Circuito de Corrida dos Bravos. A iniciativa busca incentivar a prática esportiva, promover a qualidade de vida e aproximar a comunidade da instituição.

A primeira etapa do circuito será disputada em Sarandi, no dia 29 de novembro. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas pelo link oficial do evento.

O circuito contará com três etapas, realizadas em municípios da área de atuação do Batalhão. Após Sarandi, a segunda prova está marcada para Soledade, no dia 10 de janeiro de 2027.

Carazinho receberá a etapa final, em 7 de março. Os participantes terão direito a um kit exclusivo, composto por camiseta personalizada e toalha, com a identidade visual da Corrida dos Bravos.

De acordo com a Brigada Militar, o evento vai além da competição. A proposta é incentivar hábitos saudáveis, a integração social e o espírito de superação entre os participantes.

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Dia das Crianças: sonhos e brincadeiras mudam entre gerações em Carazinho

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Redação Planalto RS 24 Horas

12 de outubro de 2026

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A passagem do Dia das Crianças, celebrado em 12 de outubro, reacende em Carazinho a reflexão sobre como a infância e os sonhos se transformam ao longo das gerações. A história da moradora Roselene Brescovit e de seu filho Victor ilustra essa mudança no bairro Conceição.

Na infância, Roselene tinha uma certeza: queria ser professora. Ela conta que alfabetizava as crianças da rua durante as brincadeiras, quando assumia o papel de educadora. “Muita gente ia entrar na escola lendo e escrevendo”, recorda.

Décadas depois, Roselene observa uma realidade distinta na infância do filho. As telas — celulares, videogames e televisão — passaram a disputar a atenção das crianças, alterando a rotina e as formas de brincar.

Para ela, a principal diferença está na convivência. Roselene avalia que as brincadeiras coletivas de sua época ajudavam a desenvolver amizades, respeito e a capacidade de lidar com situações do cotidiano.

A preocupação com a segurança também modificou a relação das famílias com os espaços públicos. Segundo Roselene, o receio de acidentes e de situações de violência limita atualmente a liberdade das crianças, ao contrário do que ocorria quando os pais conheciam os vizinhos e acompanhavam os filhos de perto.

Victor gosta de futebol e de brincar com os amigos, mas também utiliza recursos digitais. Roselene procura acompanhar essas atividades, especialmente quando envolvem interações pela internet.

Apesar das diferenças, algumas brincadeiras permanecem. Durante a entrevista, Victor contou que gosta de jogar bola, brincar de pega-pega e de esconde-esconde. Questionado sobre a preferência entre as brincadeiras tradicionais e o videogame, escolheu o pega-pega.

O desejo de ser professora acompanhou Roselene durante boa parte da juventude. Ela cursou magistério e chegou a estudar licenciatura, mas a experiência em sala de aula fez com que reconsiderasse a escolha profissional. “Não consegui realizar o sonho de ser professora”, conta. A mudança de planos, no entanto, não significou abandonar a vontade de realizar.

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