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Agronegócios

Baixa luminosidade e tempo úmido provocam perdas na produção de trigo e canola

A combinação de umidade elevada, baixa luminosidade e temperaturas amenas favorece doenças nas lavouras de trigo e reduz o potencial produtivo da canola na região de Passo Fundo.
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Redação Planalto RS 24 Horas

12 de outubro de 2026

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A semana será marcada por muita umidade e poucos momentos de sol em Passo Fundo e região. As chuvas não terão altos volumes, mas ocorrem de forma frequente, preocupando produtores que esperam uma boa safra de trigo.

O engenheiro agrônomo Claudio Doro explicou que a combinação de umidade elevada, baixa luminosidade e temperaturas amenas favorece o desenvolvimento de doenças nas lavouras, como giberela e septoria. Segundo ele, o cenário exige atenção, principalmente na fase final do ciclo do trigo.

Produtores que realizaram mais tratamentos fitossanitários conseguiram manter a sanidade das plantas, embora isso represente um aumento significativo nos custos de produção. Com os custos elevados das operações agrícolas, a margem de lucro fica bastante reduzida, e parte da produção deve servir principalmente para cobrir as despesas.

Claudio Doro avaliou que, até o momento, as lavouras apresentam condições de regulares a boas, mas a sequência de dias úmidos começa a gerar incertezas sobre o resultado da safra. As doenças podem comprometer tanto a produtividade quanto a qualidade dos grãos.

Além do trigo, a canola também preocupa os produtores da região. Doro relatou que as lavouras colhidas apresentam resultados abaixo do potencial esperado, com produtividades bastante variadas.

Em Pontão, uma área atingida por granizo produziu cerca de cinco sacas por hectare. Outras lavouras registraram rendimentos de dez a dezesseis sacas, enquanto a melhor produtividade observada pelo agrônomo chegou a 22 sacas por hectare.

Conforme Doro, produtores que estão realizando a colheita também têm encontrado rendimentos que, em geral, não ultrapassam 25 sacas por hectare. Em algumas áreas, será necessário avaliar se compensa realizar a colheita, considerando o custo de operação das máquinas e o volume disponível.

O engenheiro agrônomo lembrou que, cerca de um mês atrás, as lavouras de canola apresentavam excelente potencial produtivo, com expectativa de superar 30 sacas por hectare. No entanto, o excesso de chuva e as condições climáticas desfavoráveis provocaram perdas, e a expectativa de uma safra expressiva para a cultura não deve se confirmar.

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Corrida dos Bravos do 38º BPM terá primeira etapa em Sarandi

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Redação Planalto RS 24 Horas

12 de outubro de 2026

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A Brigada Militar, por meio do 38º Batalhão de Polícia Militar (38º BPM), realizará o Circuito de Corrida dos Bravos. A iniciativa busca incentivar a prática esportiva, promover a qualidade de vida e aproximar a comunidade da instituição.

A primeira etapa do circuito será disputada em Sarandi, no dia 29 de novembro. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas pelo link oficial do evento.

O circuito contará com três etapas, realizadas em municípios da área de atuação do Batalhão. Após Sarandi, a segunda prova está marcada para Soledade, no dia 10 de janeiro de 2027.

Carazinho receberá a etapa final, em 7 de março. Os participantes terão direito a um kit exclusivo, composto por camiseta personalizada e toalha, com a identidade visual da Corrida dos Bravos.

De acordo com a Brigada Militar, o evento vai além da competição. A proposta é incentivar hábitos saudáveis, a integração social e o espírito de superação entre os participantes.

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Dia das Crianças: sonhos e brincadeiras mudam entre gerações em Carazinho

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12 de outubro de 2026

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A passagem do Dia das Crianças, celebrado em 12 de outubro, reacende em Carazinho a reflexão sobre como a infância e os sonhos se transformam ao longo das gerações. A história da moradora Roselene Brescovit e de seu filho Victor ilustra essa mudança no bairro Conceição.

Na infância, Roselene tinha uma certeza: queria ser professora. Ela conta que alfabetizava as crianças da rua durante as brincadeiras, quando assumia o papel de educadora. “Muita gente ia entrar na escola lendo e escrevendo”, recorda.

Décadas depois, Roselene observa uma realidade distinta na infância do filho. As telas — celulares, videogames e televisão — passaram a disputar a atenção das crianças, alterando a rotina e as formas de brincar.

Para ela, a principal diferença está na convivência. Roselene avalia que as brincadeiras coletivas de sua época ajudavam a desenvolver amizades, respeito e a capacidade de lidar com situações do cotidiano.

A preocupação com a segurança também modificou a relação das famílias com os espaços públicos. Segundo Roselene, o receio de acidentes e de situações de violência limita atualmente a liberdade das crianças, ao contrário do que ocorria quando os pais conheciam os vizinhos e acompanhavam os filhos de perto.

Victor gosta de futebol e de brincar com os amigos, mas também utiliza recursos digitais. Roselene procura acompanhar essas atividades, especialmente quando envolvem interações pela internet.

Apesar das diferenças, algumas brincadeiras permanecem. Durante a entrevista, Victor contou que gosta de jogar bola, brincar de pega-pega e de esconde-esconde. Questionado sobre a preferência entre as brincadeiras tradicionais e o videogame, escolheu o pega-pega.

O desejo de ser professora acompanhou Roselene durante boa parte da juventude. Ela cursou magistério e chegou a estudar licenciatura, mas a experiência em sala de aula fez com que reconsiderasse a escolha profissional. “Não consegui realizar o sonho de ser professora”, conta. A mudança de planos, no entanto, não significou abandonar a vontade de realizar.

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