O técnico Renato Portaluppi protagonizou uma entrevista coletiva explosiva após o empate em 1 a 1 entre Grêmio e Internacional, na 30ª rodada do Brasileirão. Na ocasião, o treinador não poupou críticas à direção do clube e ao grupo de jogadores, gerando uma crise interna no Tricolor.
A declaração, feita no último domingo, colocou em xeque a relação entre o comandante e o elenco. A principal dúvida que paira sobre o clube é como Renato conseguirá reconectar-se com os atletas e a cúpula diretiva para a próxima partida, contra o Cruzeiro.
A metralhadora giratória de Renato não aliviou ninguém. Da direção ao grupo de jogadores, nada ficou intacto. Na reapresentação desta segunda-feira, haverá aquele que se deu o direito de diagnosticar tudo de errado que há no Grêmio como se não fizesse parte do problema.
Renato passou a fazer parte quando aceitou o convite da direção. Foi contratado porque era o único nome capaz de aglutinar o Grêmio por tudo que já fez pelo Grêmio. Ontem, o treinador implodiu não só as pontes pelas quais já passou. Pode ter implodido as pontes que ainda terá que atravessar.
Se os jogadores entenderem que foram desafiados, melhor, darão uma resposta positiva imediata, mas não parece esta a consequência mais lógica. O técnico pode ter se desconectado do elenco, terá que refazer a conexão. A direção que o contratou foi criticada diretamente. Como fica a relação entre empregado e empregador? Por enquanto, perguntas demais e respostas de menos.