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Decisão Judicial

Justiça determina que Funai e União iniciem estudos para demarcação de terra indígena em Sertão

A 2ª Vara Federal de Passo Fundo condenou a Funai e a União a iniciarem os estudos de identificação e delimitação da terra reivindicada pela Comunidade Indígena Kaingang Fag-e, em Sertão. O processo administrativo está parado desde 2017.
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Redação Planalto RS 24 Horas

27 de agosto de 2026

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A Justiça Federal determinou que a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e a União iniciem os estudos de identificação e delimitação da área reivindicada pela Comunidade Indígena Kaingang Fag-e, localizada em Sertão. A sentença, publicada em 20 de agosto, é do juiz César Augusto Vieira, da 2ª Vara Federal de Passo Fundo.

Conforme o Ministério Público Federal (MPF), o processo administrativo tramita desde 2017, mas não ultrapassou a fase preliminar de qualificação. O Grupo Técnico (GT) responsável pelos estudos demarcatórios sequer foi constituído.

A comunidade Kaingang Fag-e aguarda há quase nove anos a primeira etapa do procedimento de demarcação. A demora na análise do caso gerou insegurança jurídica para os indígenas, que reivindicam o reconhecimento formal do território que ocupam tradicionalmente.

Em sua defesa, a Funai alegou complexidade dos estudos, escassez de recursos humanos e financeiros e necessidade de priorização administrativa. O órgão afirmou manter tratativas com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para destinação de áreas voltadas à constituição de uma Reserva Indígena.

A União sustentou que a condução do procedimento é atribuição da Funai e argumentou a impossibilidade de intervenção judicial em políticas públicas. O Incra, intimado como interessado, informou que o pedido de desafetação das áreas está sob análise da Câmara Técnica de Destinação e Regularização Fundiária de Terras Públicas Federais Rurais, em Brasília.

Na decisão, o magistrado ressaltou que a Constituição Federal reconhece aos povos indígenas direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam. Ele citou o Supremo Tribunal Federal (STF), que estabeleceu que a demarcação possui natureza declaratória, e não constitutiva, ou seja, o procedimento administrativo apenas reconhece uma situação jurídica preexistente.

O juiz salientou que as exigências técnicas do Decreto nº 1.775/96 não servem de pretexto para a inércia estatal. Segundo os autos, a Funai não deu início nem à primeira etapa do processo em quase nove anos de tramitação.

Para Vieira, a justificativa de demora baseada na complexidade dos estudos e na escassez de recursos não é suficiente para uma paralisação tão prolongada. Ele reconheceu o esforço da autarquia em buscar uma via alternativa, mas observou que a destinação das áreas pelo Incra não foi concretizada, tratando-se apenas de uma expectativa.

O processo foi julgado parcialmente procedente, concluindo ser legítima e necessária a intervenção do Poder Judiciário para assegurar as garantias constitucionais diante da demora injustificada da administração pública.

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Cotrifred entrega mais de R$ 7 mil a associado em Frederico Westphalen

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Redação Planalto RS 24 Horas

17 de setembro de 2026

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A Cotrifred entregou, nesta quinta-feira, mais de R$ 7 mil a um associado de Frederico Westphalen. A devolução do valor ocorreu durante atendimento na unidade da cooperativa no município.

O montante é referente à distribuição de sobras e resultados gerados pelas operações da cooperativa. A entrega faz parte do modelo de gestão que prevê a partilha dos ganhos financeiros entre os cooperados.

O associado beneficiado é morador de Frederico Westphalen e mantém vínculo com a cooperativa. O valor de R$ 7 mil foi creditado ou entregue diretamente ao cooperado, conforme os critérios estatutários da instituição.

A Cotrifred atua na região e mantém unidades em diversos municípios. A distribuição de resultados ocorre periodicamente e visa fortalecer a relação entre a cooperativa e seus associados.

A cooperativa não divulgou o nome do associado nem detalhes específicos sobre o cálculo do valor. A entrega segue o calendário de devoluções definido pela gestão da entidade.

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Mudanças climáticas exigem adaptação na produção agrícola regional

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Redação Planalto RS 24 Horas

17 de setembro de 2026

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As mudanças climáticas têm exigido adaptações urgentes na produção agrícola da região. O aumento da frequência de eventos extremos, como estiagens prolongadas e chuvas intensas, alterou o calendário de plantio e colheita em propriedades rurais locais.

Segundo dados de instituições de pesquisa agropecuária, a variação térmica e a irregularidade das precipitações impactam diretamente a produtividade de culturas como soja, milho e trigo. Produtores buscam alternativas para manter a rentabilidade das lavouras.

A Embrapa e universidades locais desenvolvem pesquisas para identificar variedades mais tolerantes ao estresse hídrico. Os estudos apontam que a integração lavoura-pecuária-floresta pode aumentar a resiliência do solo e reduzir a dependência de insumos externos.

Bancos públicos e privados ampliaram linhas de crédito específicas para financiamento de infraestrutura de armazenamento de água. O objetivo é permitir que o produtor atravesse períodos de escassez sem comprometer a produção.

Entidades do agronegócio defendem a criação de um plano regional de adaptação climática. A proposta inclui mapeamento de áreas de risco e capacitação técnica continuada para trabalhadores rurais.

Enquanto isso, produtores que já implementaram mudanças relatam redução de perdas e maior estabilidade na renda. A tendência é que a adaptação deixe de ser opcional e se torne condição para a permanência da atividade agrícola na região.

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