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Eleições 2026

Prestação de contas eleitoral exige atenção de candidatos de Passo Fundo

Especialista em Direito Eleitoral alerta que candidatos e partidos de Passo Fundo devem entregar a prestação de contas final à Justiça Eleitoral. Prazo é de até um mês após o fim da campanha.
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Redação Planalto RS 24 Horas

5 de outubro de 2026

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Encerrada a campanha eleitoral de 2026, candidatos, partidos e diretórios municipais de Passo Fundo iniciam uma nova etapa do processo: a prestação de contas final à Justiça Eleitoral. A obrigação vale para todos os envolvidos, independentemente do resultado nas urnas.

O advogado e especialista em Direito Eleitoral Bruno Weber do Amaral alerta que o trabalho pós-eleição é significativo e exige atenção de candidaturas e legendas. A regra alcança especialmente quem utilizou recursos públicos, como o Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e o Fundo Partidário.

Em Passo Fundo, o volume de recursos movimentados nas eleições proporcionais e majoritárias amplia a responsabilidade de candidatos e diretórios partidários na conferência de notas fiscais, recibos e extratos bancários. A prestação de contas funciona como instrumento de controle social, permitindo que o eleitor acompanhe como o dinheiro público foi investido na disputa. A ausência de entrega ou a reprovação das contas pode gerar consequências jurídicas aos envolvidos, incluindo devolução de valores e restrições futuras.

Segundo Amaral, após o encerramento da campanha há pelo menos um mês de trabalho intenso junto às contabilidades e aos jurídicos de cada candidatura. Candidatos que disputam o segundo turno têm uma nova data para a entrega. Já deputados estaduais, federais e senadores devem apresentar a prestação de contas final no prazo regular.

O especialista destaca que o processo não deve ser encarado como mera burocracia. “É importante que as candidaturas cada vez mais concebam isso não como uma mera burocracia, mas como um processo de controle próprio, porque estrategicamente é interessante saber como estão investindo a verba pública”, afirma.

Amaral ressalta que a prestação de contas é, acima de tudo, um exercício de transparência. “Dizer por que usou, como usou, aonde usou, inclusive como uma forma de trazer o eleitor para esse debate”, diz. “É importante que o eleitor saiba quanto custou os wind banners, quanto custou a propaganda de televisão, quanto custa o impulsionamento nas redes sociais, porque esse, no final, talvez não seja o valor da democracia, mas é o custo dela.”

Quando um candidato recebe mais do que gasta, há três cenários possíveis conforme a modalidade de financiamento. Recursos privados oriundos de doações de pessoas físicas devem ser devolvidos ao partido político, na conta de “outros recursos”, destinada à manutenção ordinária da legenda.

No caso do Fundo Partidário, o valor também é devolvido ao partido, na modalidade “fundo a fundo” — da conta do fundo partidário da candidatura para a conta do fundo partidário da legenda. Já o FEFC concentra o maior volume de recursos e tem destinação específica.

“O FEFC não é devolvido para ninguém a não ser para a União”, enfatiza Amaral. “Caso sobre, mesmo que seja 27 centavos, como eu já vi acontecer, o candidato deve emitir uma guia de recolhimento para a União, fazer o pagamento e encaminhar esse recurso, tudo dentro do prazo para entrega da prestação de contas final.”

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Montauri registra 75,89% dos votos em Flávio Bolsonaro no 1º turno

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Redação Planalto RS 24 Horas

5 de outubro de 2026

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Montauri, apontada como a cidade mais católica do Brasil, registrou ampla vantagem de Flávio Bolsonaro no primeiro turno das eleições de 2026. O candidato obteve 935 votos no município, o equivalente a 75,89% do total.
Lula somou 187 votos em Montauri, o que representa 15,18%. O resultado acompanha o desempenho registrado em Arroio do Padre, considerada a cidade mais evangélica do país, onde Flávio Bolsonaro alcançou 82,54% dos votos válidos.

Em Arroio do Padre, cidade com pouco mais de 2,5 mil moradores, Flávio Bolsonaro recebeu 1.976 votos. Lula teve 257 votos, correspondentes a 10,74% do total.
O Censo de 2022 indicou que quase 88,7% da população ouvida em Arroio do Padre segue a religião evangélica. A proporção cresceu em relação a 2010, quando 86% dos moradores se declaravam evangélicos. A pesquisa ouviu 2.353 pessoas com mais de 10 anos no município.
A tradição luterana chegou à localidade em 1850, com as primeiras famílias pomeranas que se instalaram na região onde hoje fica Arroio do Padre. Segundo a Arquidiocese de Pelotas, o município possui apenas duas comunidades católicas, São Luiz e Sagrada Família, ambas na área da colônia.

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PL conquista maior bancada da história na Assembleia do RS

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5 de outubro de 2026

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O Partido Liberal (PL) conquistou sua maior bancada na história da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. A sigla assegurou 12 cadeiras no Parlamento gaúcho para a legislatura 2027-2030, tornando-se a maior força política do Legislativo estadual.

Além do desempenho proporcional, o partido elegeu Luciano Zucco governador em primeiro turno e a deputada estadual mais votada do estado, Adri Cherini, que recebeu 129.492 votos.

No total, a sigla recebeu 1.195.077 votos. Desse montante, 1.117.476 foram destinados a candidatos e 77.601 foram para a legenda, quando o eleitor digita apenas o número do partido sem escolher um nome específico.

O partido foi fundado em 1987, dois anos após o fim da ditadura militar. Em 2006, incorporou o Prona e foi rebatizado como PR (Partido da República). Em 2019, após a eleição de Jair Bolsonaro pelo PSL, a sigla foi renomeada e voltou a se chamar PL.

O histórico de cadeiras conquistadas pelo PL na Assembleia do RS registra 12 em 2026, cinco em 2022, nenhuma em 2018, uma em 2014 e zero nas eleições de 2010, 2006, 2002, 1998, 1994 e 1990.

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