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Polícia Ambiental flagra destruição de nascente em Marau

Fiscalização constatou supressão de vegetação nativa e intervenção ilegal em nascente de água perene no interior de Marau. A área destruída é de aproximadamente 1.700 metros quadrados.
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Redação Planalto RS 24 Horas

10 de outubro de 2026

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Policiais militares do 3º Batalhão de Polícia Ambiental (3º BPAmb BM) constataram crimes de supressão de vegetação nativa e intervenção ilegal em uma nascente de água perene no interior de Marau. A fiscalização, motivada por denúncias anônimas, ocorreu na última terça-feira (6) e flagrou danos severos aos recursos hídricos e florestais da propriedade.

Durante a vistoria, os agentes identificaram que a área da nascente apresentava sinais de intervenção pesada, com a abertura de valas e o solo completamente exposto. Havia indícios claros de uma tentativa clandestina de canalização e alteração do escoamento natural da água.

A análise da Polícia Ambiental apontou que o desmatamento na área não foi um evento isolado, mas sim um processo gradativo que vinha ocorrendo desde 2020. A supressão da vegetação nativa em uma Área de Preservação Permanente (APP) compromete diretamente a recarga hídrica e a qualidade da água que abastece a região, afetando o ecossistema local e os proprietários rurais do entorno.

Para detalhar a extensão do impacto ambiental, as equipes utilizaram o suporte de um drone, que mapeou valas escavadas com o uso de maquinário pesado. As escavações provocaram alterações profundas na conformação natural do terreno e no fluxo hídrico da área de preservação permanente.

Além do monitoramento aéreo local, os policiais realizaram uma análise temporal utilizando imagens históricas da plataforma Google Earth. O levantamento via satélite comprovou que o perímetro era composto originalmente por vegetação nativa pertencente ao Bioma Mata Atlântica, na formação de Floresta Ombrófila Mista.

A medição técnica apontou a supressão total da vegetação nativa em uma área de aproximadamente 1.700 metros quadrados. Com base nos critérios da Resolução CONAMA nº 33/1994 e na vegetação remanescente do entorno, os peritos confirmaram que a floresta destruída apresentava estágio médio de regeneração natural.

Os proprietários e responsáveis pela área foram identificados e responderão criminalmente por destruir vegetação de preservação permanente e intervir em recursos hídricos sem autorização dos órgãos competentes.

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Leandro de Souza fará quimioterapia antes de retirar bexiga em Cachoeira do Sul

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Redação Planalto RS 24 Horas

10 de outubro de 2026

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O influenciador Leandro de Souza, conhecido por já ter sido considerado o homem mais tatuado do Brasil, confirmou que passará por sessões de quimioterapia antes de uma nova cirurgia para retirada da bexiga e da próstata. O tratamento será realizado via Sistema Único de Saúde (SUS), com a intervenção cirúrgica prevista para ocorrer entre abril e maio de 2027.

Leandro foi diagnosticado com um câncer maligno agressivo que atingiu o músculo da bexiga. A primeira cirurgia para remoção do tumor ocorreu em 16 de setembro, no Centro Regional de Oncologia (CRO) do Hospital de Caridade e Beneficência de Cachoeira do Sul.

Segundo o influenciador, o resultado da biópsia confirmou que o câncer atingiu o músculo da bexiga, exigindo a retirada do órgão e da próstata. Ele afirmou estar aliviado após os exames não apontarem disseminação da doença para outras partes do organismo.

“A notícia boa é que não tem nada espalhado no meu organismo. Então, é só localizado na bexiga”, declarou.

O tratamento quimioterápico deve começar em cerca de 20 dias, com previsão de quatro a seis ciclos antes da cirurgia e mais três ciclos após o procedimento. A nova cirurgia deve durar aproximadamente seis horas e utilizará parte do intestino do paciente no procedimento reconstrutivo.

“Estou bem confiante que a cirurgia será um sucesso. Sei das futuras limitações, mas melhor estar vivo. Com a retirada da bexiga, a (chance de) cura nesses casos é de 98%”, afirmou Leandro ao g1.

O influenciador também declarou estar ansioso para iniciar o tratamento oncológico o quanto antes.

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MPF cobra R$ 541 milhões da Shell por enchentes no Rio Grande do Sul

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Redação Planalto RS 24 Horas

10 de outubro de 2026

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O Ministério Público Federal (MPF) e o Instituto Preservar ingressaram com uma ação na Justiça contra a Shell Brasil. O processo busca reparação parcial dos danos decorrentes das catástrofes climáticas no Rio Grande do Sul, especialmente das enchentes de abril e maio de 2024. Os pedidos somam mais de R$ 541 milhões.

Na Ação Civil Pública climática, os autores sustentam que há ligação entre as emissões da cadeia dos combustíveis fósseis, o aquecimento global e a intensificação das chuvas responsáveis pela devastação do estado naquele período. A ação não atribui à Shell responsabilidade exclusiva pela tragédia, mas alega que a empresa deve responder por suposta contribuição histórica e continuada para as emissões de gases de efeito estufa.

De acordo com os autores da ação, três análises complementares sustentam o nexo causal entre a atividade e o dano. A atribuição do aquecimento identifica o papel das emissões humanas na elevação da temperatura global. A atribuição de fontes estima a contribuição histórica de grandes produtores de combustíveis fósseis. Já a atribuição de eventos extremos avalia em que medida o aquecimento agravou um episódio específico, como as chuvas no Rio Grande do Sul.

A procuradora Flavia Rigo Nobrega, uma das autoras da ação, afirma que o arcabouço normativo brasileiro estabelece o princípio do poluidor-pagador. Segundo ela, a tese jurídica que sustenta a demanda foi lastreada na melhor ciência disponível e observou os pareceres da Corte Interamericana de Direitos Humanos e da Corte Internacional de Justiça sobre o tema.

A ação combina inovação jurídica e rigor técnico, apoiando-se em estudos científicos que permitem demonstrar o nexo causal entre as emissões de gases de efeito estufa, as mudanças climáticas e o aumento da probabilidade e da intensidade de eventos extremos.

O g1 entrou em contato com a comunicação da Shell Brasil solicitando um posicionamento sobre a ação, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.

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