O furacão Isaías deixou pelo menos quatro mortos e provocou danos materiais após atingir a costa do Golfo do México, nos Estados Unidos, na noite de sexta-feira. O sistema chegou próximo à localidade turística de Destin, na Flórida, como furacão de categoria 2, com ventos máximos sustentados de 165 km/h.
Neste sábado, o Isaías perdeu força ao avançar sobre o Alabama e foi reclassificado como ciclone pós-tropical pelo Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC). Apesar do enfraquecimento, o órgão mantém alerta para chuvas intensas na região noroeste da Flórida, no sul do Alabama e na Geórgia.
A passagem do ciclone também afetou o setor energético americano. Cerca de dois terços da produção de petróleo e mais da metade da produção de gás natural na região do Golfo do México estavam suspensos na sexta-feira, segundo uma agência americana. Autoridades estaduais haviam declarado situação de emergência e determinado evacuações preventivas em áreas vulneráveis antes da chegada do sistema.
Na Flórida, duas pessoas morreram no condado de Escambia. Uma mulher foi atingida após uma árvore cair sobre sua residência, enquanto um homem morreu em sua garagem durante o uso de um gerador de energia. No Alabama, a governadora Kay Ivey confirmou outras duas mortes.
Os impactos também atingiram a infraestrutura elétrica. Mais de 500 mil consumidores permaneciam sem fornecimento de energia durante a tarde de sábado, principalmente na Flórida e no Alabama. Na região afetada, foram registrados caminhões tombados, postos de combustíveis danificados, árvores derrubadas e telhados arrancados pela força do vento.
O NHC alertou para a possibilidade de acumulados entre 100 mm e 200 mm em algumas áreas, com risco de elevação adicional do nível da água e novos alagamentos. Em Mary Esther, nas proximidades da área atingida, moradores começaram a remover os destroços e avaliar os prejuízos.
Isaías foi o primeiro furacão da temporada atlântica e o primeiro a atingir o território continental dos Estados Unidos desde Milton, em 2024. A temporada de furacões no Atlântico começa oficialmente em junho e se estende até novembro. Neste ano, a atividade ciclônica foi descrita como excepcionalmente tranquila, em um contexto de El Niño.