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Crise Energética

Moradores de Pelotas e Morro Redondo enfrentam 9 dias sem energia elétrica

Zona rural do Sul do estado segue sem luz após temporal. Concessionária não tem prazo para normalizar o serviço e moradores relatam prejuízos com perda de alimentos.
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Redação Planalto RS 24 Horas

30 de setembro de 2026

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Moradores da zona rural de Pelotas e Morro Redondo completam nove dias sem energia elétrica após a passagem de um temporal no início da semana passada. Somente em Pelotas, mais de 1,4 mil pontos são afetados pela interrupção do serviço.

A falta de luz atinge áreas como a Colônia Maciel, na BR-392, no limite entre as duas cidades. Na manhã desta quarta-feira (30), havia 20 mil clientes sem energia no estado, sendo mais de 11 mil na área da CEEE Equatorial e mais de 9 mil na área da RGE.

A região enfrenta quedas de energia recorrentes nos últimos meses. Segundo relatos de moradores, foram 39 dias sem luz nos últimos 60 dias, período que coincidiu com a passagem de quatro temporais. O problema afeta diretamente a economia local, que depende de equipamentos elétricos para manter comércios e propriedades rurais em funcionamento.

A moradora Daniela Froner, de Morro Redondo, relata prejuízos com a perda de alimentos refrigerados. “Perdi todos os alimentos. É muito triste. Estou há dias esperando por resposta”, afirma. Ela acrescenta que o leite dos filhos estragou e que os mantimentos precisaram ser descartados.

Na terça-feira (29), moradores realizaram uma manifestação na rodovia para cobrar uma solução da CEEE Equatorial. O agricultor José Roberto Roamno Dobke afirma que a situação é crítica na região. “Nos últimos 60 dias, ficamos 39 dias sem energia, com os quatro temporais que deu”, diz.

Para manter o comércio funcionando, a proprietária Fernanda Dobke precisou recorrer a equipamentos alternativos. “Estamos à base de gerador. São 12 horas por dia, no mínimo, que a gente mantém o gerador ligado”, explica. Ela também utiliza internet via satélite para dar continuidade aos atendimentos.

A CEEE Equatorial informou que mantém mais de 500 equipes mobilizadas e que já atendeu cerca de 99% dos casos provocados pelo temporal. Questionada sobre a previsão de retorno da energia para a zona rural, a empresa não estipulou prazo para a normalização.

Desde o fim de semana, o Rio Grande do Sul registra danos causados por novos episódios de chuva, com granizo e vento forte. Segundo balanço da Defesa Civil divulgado às 8h, são mais de 58 mil pessoas afetadas, 6,3 mil desalojadas, quatro feridas e 8,2 mil casas danificadas.

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Vendaval com rajadas de 100 km/h deixa um morto e destrói aeroporto em Toledo

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Redação Planalto RS 24 Horas

30 de setembro de 2026

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Vendavais com rajadas superiores a 100 km/h atingiram cidades do Paraná nesta terça-feira (29), deixando uma pessoa morta, feridos e danos materiais de grande proporção. O fenômeno foi provocado pelo avanço de uma frente fria que formou áreas de instabilidade entre o Paraguai e o território paranaense.

Em Umuarama, no Noroeste, um homem de 42 anos morreu após a cobertura de uma quadra de tênis desabar durante a tempestade. Uma segunda vítima, de 41 anos, sofreu ferimentos graves e foi encaminhada a hospital da região. O Simepar registrou rajadas de 101,5 km/h no município.

O terminal de passageiros do aeroporto também sofreu danos. A chuva invadiu áreas internas e provocou alagamentos, enquanto partes do forro e divisórias foram arrancadas. Pelo menos quatro carros foram atingidos e uma pessoa sofreu ferimentos leves.

Equipes do Corpo de Bombeiros, da Defesa Civil e da Guarda Municipal atuaram no atendimento das ocorrências em Toledo. Em Umuarama, os bombeiros interditaram o estabelecimento onde ocorreu o desabamento devido ao risco de novos colapsos estruturais.

Os temporais afetaram diferentes municípios paranaenses, com registro de coberturas arrancadas, danos a residências e dezenas de ocorrências relacionadas à força dos ventos. A avaliação completa dos prejuízos no complexo aeroportuário de Toledo ainda depende de vistoria técnica das autoridades locais.

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Guaíba entra em nova cheia e deve subir mais com vazão do Jacuí

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Redação Planalto RS 24 Horas

30 de setembro de 2026

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O Guaíba entrou novamente em condição de cheia ao atingir a cota de 2,00 metros no Cais Central da Avenida Mauá, junto ao Centro Histórico, no começo da manhã desta quarta-feira (30). O nível está 25 centímetros acima do registrado no mesmo horário de terça-feira.

A tendência é de elevação maior nos próximos dias com a chegada de ondas de vazão de rios que estão em cheia no interior do estado. A atual cheia será superior à da semana passada, que teve pico de 2,17 metros no dia 23.

Três dos principais rios que desembocam no delta em Porto Alegre apresentam cheia nesta quarta-feira: Jacuí, Taquari e Caí. Jacuí e Taquari são os dois principais contribuintes, e as ondas de vazão desses rios serão determinantes para a cheia maior.

O Taquari atingiu o pico de 23,32 metros em Lajeado na madrugada de hoje, logo abaixo do pico da cheia da semana passada, que foi de 24,5 metros. O Rio Caí alcançou o pico de 11,1 metros hoje cedo, cota abaixo dos 14,3 metros da cheia da última semana.

O Jacuí, maior contribuinte, tem cheia superior à da semana passada. Alcançou pico de 9,03 metros em Dona Francisca no começo da bacia, enquanto o máximo anterior foi de 6,3 metros. Além da chuva intensa na parte inicial da bacia, volumes de até 250 mm foram observados na parte intermediária do curso do Jacuí, no Centro do estado.

Com isso, há uma onda de vazão significativa do Jacuí ainda por chegar em Porto Alegre. A tendência é de o Guaíba seguir subindo, com maior velocidade hoje, e se manter alto por vários dias no restante desta semana e no começo da próxima. As ilhas de Porto Alegre voltarão a sofrer com alagamentos.

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