A Polícia Civil declarou nesta terça-feira (29) que tem convicção técnica de que a motorista de aplicativo Gabriela Evaldt Cardoso, de 23 anos, foi vítima de homicídio. A jovem desapareceu em 6 de setembro, ao sair de Torres em direção a Tramandaí, no Litoral Norte.
Segundo a corporação, a conclusão é resultado da investigação conduzida pela equipe responsável pelo caso. O último contato de Gabriela foi registrado por volta das 23h daquele dia, com uma amiga.
As buscas na área inicial delimitada foram encerradas no início da semana sem que a jovem ou seu corpo fossem localizados. Equipes realizaram novas varreduras no último fim de semana, mas não encontraram vestígios.
As operações de campo seguem em outras áreas, conforme o delegado Alexandre Souza, responsável pela investigação. As atividades haviam sido interrompidas na segunda-feira devido ao mau tempo e às fortes chuvas.
Com a melhora das condições climáticas, as buscas terrestres foram retomadas integralmente nesta quarta-feira, em novos quadrantes considerados estratégicos pelos investigadores.
Horas antes do desaparecimento, Gabriela havia falado com familiares. Por volta das 22h do dia 6 de setembro, ela informou que estava bem e que iria até a casa da mãe, em Torres, para devolver o carro. No entanto, nunca chegou ao local.
O veículo da jovem foi encontrado 10 dias após o desaparecimento em uma casa desocupada em Tramandaí. O carro estava sem a placa e com uma calota retirada. A localização ocorreu após uma denúncia anônima.
A partir do cruzamento de imagens de câmeras de monitoramento, os investigadores identificaram o último momento em que o automóvel circulou. Perícias de DNA, papiloscopia e análise de vestígios foram solicitadas pela Polícia Civil.
Uma unha encontrada dentro do veículo será analisada. O celular da motorista foi localizado, e os investigadores pediram acesso aos dados do aparelho e às redes sociais da jovem.