A Polícia Civil indiciou a JPF Turismo Religioso e seu responsável, Márcio Flores, pelo crime de estelionato. O inquérito foi remetido ao Poder Judiciário em 18 de setembro.
Um grupo de 34 fiéis de Canoas aguardou em vão por dois ônibus para uma excursão ao Santuário de Nossa Senhora Aparecida, em São Paulo. A viagem estava marcada para 27 de julho, mas os veículos não chegaram ao local de embarque.
Segundo o delegado Cristiano Reschke, diretor da 2ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana de Canoas, o fato gerador ocorreu às 7h do dia 27 de julho, quando a empresa não compareceu para prestar o serviço. Não houve explicação anterior ou posterior, nem ressarcimento até a data de remessa do inquérito.
A investigação aponta que, mesmo que a viagem não tenha sido planejada inicialmente para causar prejuízo, o organizador assumiu o risco ao perceber que não conseguiria cumprir o compromisso e não avisar os passageiros.
Em nota, a JPF Turismo Religioso informou que passa por dificuldades e que está organizando o reembolso das vítimas o mais breve possível. A empresa declarou atuar há 13 anos no mercado e afirmou que o problema ocorreu apenas nas duas últimas romarias com destino a Aparecida.
Para evitar situações semelhantes, a polícia orienta a verificação do histórico das agências antes da assinatura de contratos. O delegado recomenda consultar o site da Receita Federal para checar se o CNPJ está ativo, além de buscar o Cadastur e o Reclame Aqui para verificar reclamações sobre a empresa ou o agente contratado.