O Ministério Público denunciou à Justiça um morador de Porto Alegre pelos crimes de perseguição e hostilização contra o síndico do condomínio onde reside. A denúncia, apresentada em 21 de setembro, aponta que as condutas foram motivadas pela orientação sexual da vítima, que é professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
O homem foi denunciado por vias de fato, injúria preconceituosa, perseguição e discriminação. Ele permanece preso preventivamente desde 9 de setembro, em uma ação que, segundo a Polícia Civil, representa a primeira prisão preventiva por homofobia registrada no Rio Grande do Sul.
Segundo a denúncia, o primeiro fato ocorreu em junho, durante uma discussão entre os moradores. Na ocasião, o acusado agrediu o professor e proferiu ofensas homofóbicas diante de testemunhas. A Promotoria afirma que as condutas também envolveram xingamentos e manifestações discriminatórias.
Entre junho e setembro, o acusado manteve um padrão de provocações, intimidações e ameaças contra o síndico. Em um dos episódios, ele perseguiu o vizinho, bloqueou a passagem e o encurralou em uma área comum do condomínio. De acordo com o MP, a sequência de episódios fez com que a vítima mudasse a rotina por temer pela integridade física e psicológica.
Testemunhas confirmaram as ofensas, a agressão e o contexto de perseguição. A promotora também pediu à Justiça a fixação de um valor mínimo para reparação dos danos causados à vítima. A medida considera o risco de escalada das condutas, os antecedentes apontados no processo e a necessidade de proteção da vítima e das testemunhas.