O câncer de mama é o tipo mais frequente entre as mulheres, mas menos de 10% dos diagnósticos estão ligados à herança genética ou ao histórico familiar. A informação foi destacada pela médica radiologista e especialista em mamas Tailize Pisoni, da Clínica Kozma, em entrevista à Rádio Uirapuru.
Segundo a especialista, hábitos como tabagismo, consumo de álcool e obesidade, além de mudanças nos padrões reprodutivos, como ter filhos mais tarde, podem influenciar o desenvolvimento da doença. A orientação é que mulheres a partir dos 40 anos realizem mamografia anualmente.
O tamanho da lesão no momento do diagnóstico influencia diretamente as possibilidades de tratamento. De acordo com Tailize, quando o tumor tem menos de um centímetro, as chances de cura podem chegar a 95%. A identificação precoce também pode permitir cirurgias menores e, dependendo das características da doença, evitar a quimioterapia.
Em alguns casos, o tratamento inclui medicamentos para bloqueio hormonal por cinco ou dez anos. A médica também abordou o desconforto que algumas mulheres sentem durante a mamografia e explicou que a compressão da mama é necessária para espalhar os tecidos e facilitar a visualização de pequenas lesões.
Apesar do receio, deixar de realizar o exame pode atrasar a descoberta da doença e reduzir as possibilidades de um tratamento menos agressivo. Outro alerta é para que as mulheres observem as mudanças no próprio corpo, considerando que as mamas podem variar ao longo do ciclo menstrual.
No entanto, essa percepção não substitui os exames de rotina. A recomendação é procurar avaliação médica diante de alterações persistentes, como nódulos. Tailize ressaltou que o diagnóstico não significa uma sentença de morte e que os tratamentos evoluíram, com alternativas que podem preservar a mama conforme cada caso.
A especialista orientou que o medo de encontrar uma alteração não seja motivo para adiar a consulta, já que identificar a doença cedo pode ampliar as possibilidades de recuperação.