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Carazinho fica sem representação na Assembleia e no Congresso

Nenhum candidato de Carazinho foi eleito para a Assembleia Legislativa ou Câmara Federal. A dispersão de votos e a falta de apoio partidário local explicam o resultado.
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Redação Planalto RS 24 Horas

5 de outubro de 2026

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Carazinho encerrou o pleito eleitoral sem representantes próprios na Assembleia Legislativa e no Congresso Nacional. A cidade, que possui mais de 46,6 mil eleitores, viu a maioria dos votos migrar para candidatos de outros municípios.

O resultado reflete a fragmentação das candidaturas locais e a opção das principais lideranças políticas do município em apoiar nomes de fora. Dos cinco candidatos mais votados para deputado federal em Carazinho, três são de outras cidades.

A ausência de uma candidatura viável construída a longo prazo é apontada como fator central para o cenário. A única exceção foi Ronaldo Nogueira, que já se apresentava como candidato desde 2022, quando ficou na suplência. Com a desistência de Márcio Biolchi de concorrer à reeleição, a transferência de votos não ocorreu de forma automática para os nomes locais, e a sociedade civil organizada não conseguiu articular essa migração. O município agora depende de suplências ou de alianças externas para ter voz em Brasília.

Bruno Berté, um dos primeiros a confirmar candidatura pelo PDT, não recebeu apoio integral do partido, incluindo de seu companheiro de bancada na Câmara, o vereador Alaor Tomás. Situação semelhante ocorreu com Juliani Pinzon e Valéska Walber, que, apesar do respaldo dos diretórios estaduais, fizeram campanhas praticamente solitárias.

Adriano Strack confirmou seu nome faltando pouco mais de um mês para as eleições. Apesar de não ter se elegido, Strack obteve mais votos do que em 2022, tanto no Estado quanto no município, impulsionado pelo trabalho social que realiza no esporte.

Com o terreno livre para forasteiros, dos cinco candidatos mais votados para federal em Carazinho, três são de fora: Giovani Cherini, do PL, com 3.421 votos; Maurício Marcon, PL, com 2.291 votos; e Rony Gabriel, do Podemos, com 2.198 votos. Outros seis candidatos de outros municípios superaram 500 votos na cidade, como Luciano Azevedo, do PSD, que fez 879 votos.

Os cinco candidatos mais votados somaram pouco mais de 22 mil votos. Mais da metade dos eleitores carazinhenses migrou para candidaturas de fora ou optou por votos brancos e nulos. Cerca de 9.600 eleitores não compareceram às urnas.

Ronaldo Nogueira, mesmo não eleito, é apontado como um dos que saem fortalecidos do pleito. Ele pode assumir uma vaga na Câmara Federal caso um dos deputados federais eleitos pelo Republicanos seja chamado para o secretariado de Zuco, repetindo o que ocorreu na legislatura que se encerra.

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Edifício Gralha: famílias terão 60 dias para demolir após indenização

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Redação Planalto RS 24 Horas

5 de outubro de 2026

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As famílias que viviam no Edifício Gralha, na antiga COHAB 1, em Passo Fundo, estão próximas de receber as indenizações previstas no acordo com o Governo do Estado. A assinatura do documento deve ocorrer na próxima semana, após cerca de dez anos de espera.

O acordo prevê cerca de R$ 4,9 milhões para as 16 famílias, além da demolição do prédio, limpeza e cercamento do terreno. O imóvel está desocupado desde maio de 2016, quando os moradores deixaram os apartamentos devido às condições estruturais.

Após a assinatura, o documento será encaminhado ao Judiciário para homologação. Na sequência, serão emitidos os alvarás individuais para o pagamento das famílias. O Estado terá até 90 dias para realizar os pagamentos após a emissão dos alvarás, mas, conforme Saul Spinelli, o dinheiro já está empenhado.

Após o pagamento, as próprias famílias irão administrar a demolição do prédio, a limpeza e o cercamento do terreno. O trabalho deverá ser concluído em até 60 dias. A demolição, a limpeza e o cercamento fazem parte do acordo e serão custeados pelo Estado, enquanto a administração da execução ficará sob responsabilidade dos moradores.

O terreno continuará pertencendo aos moradores, que poderão decidir posteriormente o destino da área, inclusive pela venda. O anúncio do acordo foi feito nesta semana pelo governador Eduardo Leite, durante evento no CTG Lalau Miranda.

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Micro e pequenas empresas somam 92,5% dos CNPJs ativos em Passo Fundo

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Redação Planalto RS 24 Horas

5 de outubro de 2026

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Passo Fundo conta com quase 40 mil CNPJs ativos, sendo mais de 37 mil classificados como micro e pequenas empresas. O segmento representa 92,5% do total de negócios formalizados no município e tem participação direta na geração de empregos, renda e na movimentação do comércio e dos serviços.

Os dados foram divulgados nesta segunda-feira, 5 de outubro, data em que se celebram o Dia da Micro e Pequena Empresa e o Dia do Empreendedor. As informações são da gestora do projeto de atendimento do Sebrae Norte, em Passo Fundo, Ana Paula Stefanello.

Ana Paula Stefanello explica que os negócios são classificados de acordo com o faturamento anual. O MEI pode faturar até R$ 81 mil por ano, enquanto a microempresa tem limite de R$ 360 mil. Já a Empresa de Pequeno Porte (EPP) pode faturar até R$ 4,8 milhões por ano.

Segundo a gestora, o empreendedor pode iniciar um negócio por necessidade ou por identificar uma oportunidade no mercado. Em ambos os casos, o planejamento e a gestão são apontados como fundamentais para a continuidade da empresa.

Ana Paula destaca ainda a importância de avaliar a viabilidade do negócio antes de investir, principalmente porque, muitas vezes, o empreendedor utiliza recursos próprios e assume os riscos da atividade.

Ela ressalta que as micro e pequenas empresas estão presentes no cotidiano da população e têm participação direta na oferta de produtos e serviços. Para a gestora, o empreendedor também exerce papel relevante no desenvolvimento dos municípios e das regiões, mesmo diante dos desafios de administrar diferentes áreas do negócio no dia a dia.

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