A Polícia Federal investiga uma suposta atuação de Fábio Luís da Silva, o Lulinha, para beneficiar a produtora de fertilizantes Unigel junto à Petrobras. A ação teria ocorrido em parceria com a lobista Roberta Luchsinger e com Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete da Presidência da República.
Segundo as apurações, Roberta negociou um contrato de consultoria e Lulinha tinha ciência das tratativas. Ele teria participado de uma reunião com o empresário Leo Slezynger em março de 2023.
Conforme as investigações, por sugestão de Roberta, o empresário chegou a convidar Lulinha para integrar o conselho da Unigel. A intenção seria aproximar a empresa do presidente Lula.
Em mensagem enviada a Roberta, Leo encaminhou um print da resposta de Lulinha, que teria dito: “Estamos juntos meu amigo. Domingo agora vou pra Portugal e volto no outro sábado. Pode marcar quando vc quiser”.
Roberta respondeu ao diretor da Unigel com orientações sobre a condução da aproximação. “Isso que vc tem q fazer. Dar ele o que faz o olho dele brilhar. Chama p o conselho. Paga um salário de conselheiro. Faz ele atuar para você. Você acha que o pai dele vai querer beneficiar qual fundo? O que o filho é conselheiro e que recebe por isso. Funciona assim… toma lá, dá cá”, escreveu em 20 de abril de 2023.
Roberta Luchsinger ainda não se manifestou. A CNN procurou a defesa de Lulinha e aguarda resposta.
Em nota, a assessoria de Marcola afirmou que ele nunca intermediou negociações ou “atuou em favor de qualquer interesse privado ao longo do período em que esteve na chefia de gabinete da Presidência”. Segundo a manifestação, sua atribuição era “organizar agendas e encaminhar demandas que chegam à Presidência”.
A Unigel informou em nota que “jamais manteve relação contratual com a Sra. Roberta Luchsinger ou com qualquer empresa a ela vinculada”. O Ministério de Minas e Energia ainda não se pronunciou sobre o caso.