O pré-candidato à presidência Romeu Zema, do partido Novo, expressou críticas contundentes à postura do governo federal em relação às tarifas impostas pelos Estados Unidos. Durante sua visita a Porto Alegre, Zema afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva demonstrou passividade ao lidar com a questão, priorizando relações com países considerados anti-americanos.
Em entrevista à Rádio Guaíba, o político destacou que a recente aplicação de uma tarifa de 12,5% sobre diversos produtos brasileiros exportados para os EUA, resultado de uma investigação sobre práticas comerciais desleais, evidencia uma falha na diplomacia brasileira. Zema argumentou que a aproximação com nações como Venezuela, Cuba e Irã não favorece os interesses comerciais do Brasil, que, segundo ele, deve reforçar laços com seus parceiros tradicionais.
Além de criticar a política externa, Zema também abordou a situação econômica do Rio Grande do Sul. Ele defendeu a renegociação da dívida do estado com a União, alegando que os juros cobrados são insustentáveis e prejudiciais para a economia local. O pré-candidato comparou a situação do Rio Grande do Sul à de Minas Gerais, enfatizando a necessidade de um tratamento mais justo por parte do governo federal.
Zema também propôs uma reestruturação da Petrobras como forma de reduzir os preços dos combustíveis. Em vez de uma privatização convencional, ele sugeriu a divisão da estatal para fomentar a concorrência no setor. “Nós vamos fatiar a Petrobras para que haja concorrência”, afirmou, ressaltando que o atual monopólio prejudica os consumidores.
A convenção do partido Novo, onde Zema deverá ser formalmente indicado como candidato, está agendada para o dia 27. O pré-candidato busca alianças com outras siglas e enfatiza a importância de que o candidato a vice-presidente seja “ficha limpa”. A definição do nome que acompanhará Zema na chapa deverá ocorrer até o limite legal de 5 de agosto.
Fonte: Globo G1 Rio Grande do Sul