A derrota do Grêmio para o Mirassol por 2 a 1, na noite de sexta-feira, 17 de julho, deixou a torcida tricolor em estado de apreensão. Após um longo período de 48 dias sem jogos, que incluiu férias e treinos intensivos, a expectativa era de um desempenho renovado da equipe. No entanto, o que se viu foi uma atuação apática, que gerou críticas e preocupações até mesmo entre os dirigentes do clube.
O técnico Luís Castro e seus jogadores não conseguiram corresponder às expectativas. A partida, válida pela 19ª rodada do Campeonato Brasileiro, evidenciou as fragilidades do elenco, que ainda se recupera da perda de jogadores importantes como Arthur e Viery. O Mirassol, que luta contra o rebaixamento e possui um orçamento limitado, dominou a partida, construindo uma vantagem sólida no primeiro tempo.
Na etapa final, o Grêmio tentou reagir, mas a falta de entrosamento e criatividade no ataque foi evidente. O meio-campo, mais uma vez, não conseguiu marcar presença, enquanto a defesa teve que se desdobrar para cobrir as falhas dos setores ofensivos. O jovem Gabriel Mec, uma das esperanças da equipe, passou praticamente despercebido durante a partida.
Após o apito final, a insatisfação tomou conta do ambiente. Luís Castro reconheceu o mau desempenho, mas sua estratégia de dividir a análise em tempos não convenceu a todos. As declarações do executivo Paulo Pelaipe e do presidente Odorico Roman foram notáveis, pois ambos admitiram a pressão crescente e a necessidade de uma resposta rápida da equipe. Pelaipe, em coletiva, destacou que o ano de 2026 será “duro”, refletindo a realidade financeira do clube, que não permite contratações de impacto.
A situação se torna ainda mais crítica com a possibilidade de lesões, como a do atacante Amuzu, que deixou o estádio após passar por protocolo de concussão. O Grêmio, que esperava um recomeço promissor após a pausa para a Copa, se vê agora em uma encruzilhada, necessitando urgentemente de soluções para evitar um cenário ainda mais complicado no campeonato.
Fonte: Globo Esporte RS