Setor de serviços registra queda de 0,4% em maio, impactado por transportes

O setor de serviços no Brasil enfrentou um revés em maio, com uma queda de 0,4%, impulsionada principalmente pelo desempenho negativo da área de transportes. Este resultado, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ficou abaixo das expectativas do mercado, que variavam entre -0,3% e 0,6%. Apesar da queda mensal, o setor ainda apresenta um crescimento de 0,4% em relação ao mesmo mês do ano passado e um avanço acumulado de 1,9% no período de janeiro a maio.

Os dados revelam que a alta acumulada nos últimos 12 meses é de 2,6%, embora tenha diminuído em relação ao mês anterior, que registrou 2,9%. O setor de serviços, que abrange atividades como turismo, restaurantes e tecnologia, está 19,6% acima do nível pré-pandemia, mas ainda 0,5% abaixo do recorde histórico alcançado em outubro de 2025.

A pesquisa detalha que, entre os cinco grupos de atividades analisados, dois apresentaram queda significativa. O transporte, que representa um terço do total, sofreu uma redução de 1% devido à menor receita das empresas de transporte aéreo e rodoviário. O volume de transporte de passageiros caiu 1,3% em comparação ao mês anterior, enquanto o transporte de cargas teve uma variação negativa de 0,2%.

Por outro lado, os serviços prestados às famílias alcançaram o maior patamar desde dezembro de 2014, refletindo um cenário econômico mais favorável, com desemprego em baixa e massa de rendimentos elevada. O índice de atividades turísticas também apresentou um recuo de 0,4% em maio, embora tenha registrado uma expansão de 1% no acumulado de 12 meses.

Esses dados indicam um cenário misto para o setor de serviços, que, apesar das dificuldades enfrentadas em maio, ainda mostra sinais de recuperação e adaptação às novas realidades econômicas.

Fonte: Rádio Planalto Passo Fundo

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