A Polícia Civil do Rio Grande do Sul anunciou a criação de um novo protocolo unificado para a busca de pessoas desaparecidas, especialmente aquelas pertencentes a grupos vulneráveis. A iniciativa surge em um contexto alarmante, com 154 casos de desaparecimento ainda em aberto no estado.
Desde o início do ano, foram registrados 1.649 casos de desaparecimento, dos quais 1.495 resultaram em localizações, refletindo uma taxa de sucesso de 90,7% nas investigações. A maioria das ocorrências envolve crianças e adolescentes, com uma concentração significativa entre aqueles com menos de 18 anos.
O protocolo padroniza a atuação das delegacias, que anteriormente operavam de forma autônoma. Agora, as diretrizes incluem uma classificação de risco por cores, que determina a urgência das ações a serem tomadas. A delegada Marina Dillenburg, responsável pela Divisão de Inteligência Policial e Análise Criminal, destacou que casos de crianças menores de 12 anos recebem a classificação máxima, exigindo atenção imediata.
As diretrizes do novo protocolo são divididas em etapas que abrangem as primeiras 2, 6 e 24 horas após o registro do desaparecimento. Nas primeiras duas horas, a unidade policial deve registrar o caso imediatamente e coletar uma fotografia recente da pessoa desaparecida. Além disso, é essencial entrevistar familiares e verificar os últimos locais frequentados.
Após seis horas, a equipe policial realiza um levantamento de endereços e pesquisa em bancos de dados, além de analisar redes sociais em busca de informações que possam indicar conflitos familiares ou ameaças. Se a pessoa não for localizada em até 24 horas, o protocolo prevê a realização de diligências presenciais em locais onde a pessoa possa estar e a reavaliação do nível de risco.
A implementação deste protocolo visa não apenas aumentar a eficiência nas buscas, mas também garantir que as famílias recebam o suporte necessário durante momentos críticos. A Polícia Civil reafirma a importância do registro imediato de desaparecimentos e a colaboração das famílias na coleta de informações relevantes.
Fonte: Globo G1 Rio Grande do Sul