Durante o primeiro dia do júri, em Bom Jesus, o réu Felipe Silveira Noronha confessou ter assassinado o caminhoneiro Luciano Boeira Melos e informou o local onde teria ocultado o corpo.
A Polícia Civil fez buscas na área indicada nesta terça-feira (29) e encontrou um osso que seguirá para análise pericial; as diligências ocorrem simultaneamente ao segundo dia do julgamento.
No interrogatório, Felipe afirmou que matou Luciano a tiros de rifle em uma emboscada, motivado pela descoberta de um relacionamento extraconjugal entre a vítima e sua esposa, Fabiana Silveira Noronha.
Ele declarou ter agido sozinho na execução e disse que o irmão, Flávio Silveira Noronha, apenas ajudou a transportar a motocicleta da vítima para longe da cena.
Fabiana e Flávio confirmaram, em depoimento, a versão atribuída a Felipe; o quarto réu, José Balduíno Saraiva, pai de Fabiana, exerceu o direito de permanecer em silêncio.
Segundo a denúncia do Ministério Público, o grupo teria atraído Luciano até a propriedade rural na localidade de Caraúno e descartado o veículo em outra região para encobrir o crime.
Luciano desapareceu na noite de 26 de julho de 2023, após sair de casa de motocicleta para se encontrar com Fabiana; antes de perder contato com a família, ele enviou um áudio ao irmão dizendo onde estava.
A motocicleta foi encontrada no dia 31 de julho de 2023 dentro de um rio na localidade de Casa Branca, a cerca de 30 quilômetros do ponto do encontro.
No primeiro dia do julgamento foram ouvidas oito testemunhas, entre elas a mãe de Luciano, que relatou as buscas iniciais, e o delegado Gustavo Costa do Amaral, responsável pelo inquérito, que detalhou as investigações e a perícia em dispositivos móveis.
A Justiça seguirá ouvindo provas e testemunhas nos próximos atos do júri, enquanto a perícia do material encontrado deve apontar se o fragmento ósseo pertence à vítima.
Fonte: Globo G1 Rio Grande do Sul


