Três réus foram condenados pela morte do caminhoneiro Luciano Boeira Melos, 27 anos, cujo desaparecimento ocorreu em julho de 2023. O julgamento em Bom Jesus terminou com sentenças aplicadas na noite de quarta-feira, após início do júri na terça.
Felipe Silveira Noronha, que confessou o crime no primeiro dia de julgamento e apontou onde ocultou o corpo, foi condenado a 20 anos e 3 meses de reclusão em regime inicial fechado pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, ocultação de cadáver e fraude processual. O irmão dele, Flávio Silveira Noronha, recebeu a mesma pena.
Fabiana Ramos Saraiva, esposa de Felipe, foi condenada a 18 anos e 8 meses de reclusão e 3 meses de detenção em regime inicial fechado pelos crimes de homicídio qualificado e fraude processual. José Balduíno Saraiva, pai de Fabiana, foi absolvido de todas as acusações e exerceu o direito de permanecer em silêncio durante o júri.
Segundo o depoimento de Felipe, ele executou Luciano a tiros de rifle após descobrir que a vítima mantinha relação extraconjugal com sua esposa. O réu afirmou ter agido sozinho na execução e disse que o irmão apenas ajudou a transportar a motocicleta da vítima para longe da cena.
A motocicleta de Luciano foi encontrada cinco dias após o desaparecimento, submersa em um rio. O desaparecimento ocorreu na noite de 26 de julho de 2023, quando a vítima saiu para encontrar a esposa de Felipe.
O delegado regional detalhou que o local indicado para ocultação do corpo é de difícil acesso, em área de mata e cachoeira, e que policiais demoraram cerca de uma hora e meia a pé para chegar ao ponto onde foi localizado o fragmento ósseo. O material foi entregue aos peritos para análise.
A defesa de Flávio informou insatisfação com a decisão e anunciou recurso. As defesas dos demais condenados não retornaram aos contatos da reportagem até a publicação.
Fonte: Globo G1 Rio Grande do Sul



