A Brigada Militar estará com efetivo reforçado em Gramado para garantir a segurança da comunidade durante as Eleições 2026, marcadas para o próximo domingo (04/10). O planejamento prevê a atuação de todo o contingente disponível, incluindo cerca de dois mil alunos dos cursos de formação, que serão distribuídos nos maiores colégios eleitorais.
No total, 8.461 policiais militares integrarão o reforço no dia do pleito, somando-se à guarda de serviço que atende diariamente as ocorrências. A escala foi organizada em dois turnos para que os agentes também possam exercer o direito de voto.
A concessão do passe livre, que resulta no significativo aumento de público em circulação, também exige planejamento específico. Por isso, a Operação Argos fará uma seleção aleatória de linhas de coletivos urbanos para escoltar, embarcar um PM e seguir na escolta até ratificar as condições de segurança entre os passageiros e retornar à viatura. Essa técnica é repetida até contemplar o maior número possível de ônibus.
A orientação é para que as pessoas que testemunharem ou passarem por situações que caracterizem crime eleitoral, tais como boca de urna, panfletagem, ameaça, transporte de eleitores, compra de votos ou propaganda eleitoral irregular, acionem a Brigada Militar por meio do telefone de emergência (190) ou contatem a equipe policial mais próxima. Haverá policiamento a pé nas proximidades dos locais de votação, bem como viaturas circulando.
Em caso de flagrante de crime, haverá a prisão do suspeito, assim como da pessoa identificada que tenha a prisão decretada por crime com sentença transitada e julgada. Relacionado às ocorrências de infração no local da Seção Eleitoral, o fato deverá ser comunicado ao Presidente da Mesa Receptora ou ao Juiz Eleitoral competente, para adoção das medidas pertinentes.
Na cabina de votação, os eleitores não podem portar aparelhos de telefonia celular, máquina fotográfica, filmadora ou equipamento de radiocomunicação, ainda que desligado. A recusa na entrega do aparelho implica a não autorização do voto, devendo o Presidente da Mesa Receptora registrar o fato em ata e, havendo necessidade, acionar a Brigada Militar sem prejuízo da comunicação ao Juiz Eleitoral.
Destaca-se ainda que é vedado carregar arma no local de votação, mesmo que a pessoa tenha o porte. A lei determina que somente pessoas em serviço, como os policiais fardados, portem arma. O CAC, que é o colecionador, atirador e caçador, não pode transportar armas nem munições desde a véspera até o dia seguinte da data da eleição.