A dez dias da eleição, um em cada quatro eleitores do Rio Grande do Sul ainda não sabe em quem votar para o governo estadual, segundo levantamento da Quaest. Na pesquisa espontânea, quando os candidatos não são apresentados, o índice de indecisão chega a 61%. Além disso, 33% dos entrevistados afirmam que podem mudar o voto até o domingo (4).
Ao todo, 8,5 milhões de gaúchos estão aptos a votar em 497 cidades. Os eleitores vão escolher entre sete candidatos ao governo, 13 ao Senado e centenas de concorrentes nas proporcionais.
O comportamento do eleitorado reflete uma campanha com dificuldades para avançar no Interior. Desde o início do período oficial, os compromissos dos principais concorrentes se concentraram na Região Metropolitana de Porto Alegre.
Nos debates, os candidatos priorizaram críticas à atual gestão do governador Eduardo Leite (PSD) e articularam “dobradinhas”. Zucco e Juliana, que lideram as pesquisas desde as convenções partidárias, escolheram-se mutuamente para o confronto direto quando tiveram oportunidade, como no debate da RBS TV, o último antes do pleito.
Em vez de polarizarem o antagonismo das candidaturas nacionais de Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT), que representam no estado, os dois destinaram o tempo a criticar a administração estadual. Gabriel e Maranata, ao debaterem entre si, teceram críticas aos adversários e os acusaram de não participar de debates organizados por associações de setores econômicos do RS.
Enchentes, saúde e educação foram os temas mais discutidos. Cada concorrente apresentou propostas voltadas à prevenção de cheias, tema central após os eventos climáticos que atingiram o estado.