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Regularização fundiária

Proprietários enfrentam entraves para regularizar áreas na barragem de Ernestina

Empresários e moradores relatam dificuldades para formalizar o uso de áreas na faixa de concessão da CEEE-G às margens da barragem de Ernestina. Processo se arrasta há cerca de sete anos.
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Redação Planalto RS 24 Horas

4 de novembro de 2026

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Proprietários de imóveis e empreendimentos localizados próximos à barragem da Usina Hidrelétrica Ernestina relatam dificuldades para regularizar o uso de áreas que ficam dentro da faixa de concessão da Companhia Estadual de Geração de Energia Elétrica (CEEE-G). A situação afeta tanto construções particulares quanto estruturas de uso comercial instaladas às margens do reservatório.

Um dos casos envolve uma empresa da comunidade de Estrela do Sul, em Nicolau Vergueiro, que construiu uma rampa para embarque e desembarque de embarcações e um trapiche de madeira na área. Segundo o responsável pelo empreendimento, a CEEE-G exige autorização formal mediante pagamento de taxa pelo espaço ocupado, com proposta de concessão de uso por cinco anos.

A regularização de áreas na faixa de concessão da CEEE-G é condição para que empreendimentos e propriedades às margens do reservatório possam obter licenciamento ambiental e sanitário junto às prefeituras da região. A ausência dessa formalização mantém estruturas em situação irregular, o que pode gerar restrições para operação comercial e para a própria segurança das instalações.

O empresário afirma que tem interesse em cumprir a exigência e pagar pelo uso do espaço, mas diz enfrentar dificuldades para concluir o pagamento e a formalização da autorização. Ele relata que já encaminhou e-mails, projetos e documentos solicitados pela companhia, sem conseguir finalizar o processo, que se arrasta há cerca de sete anos.

Em agosto de 2026, nova documentação foi enviada à CEEE-G/Grupo CSN, com pedido de autorização inicial para que a empresa pudesse dar andamento à regularização ambiental das estruturas junto à Prefeitura de Nicolau Vergueiro. O material inclui projetos, laudos técnicos e estudos sobre a área ocupada.

Mesmo com a documentação apresentada e o interesse em pagar pelo uso do espaço, o responsável afirma que as tratativas com a companhia seguem sem conclusão. Ele destaca que a dificuldade não é um caso isolado e que outros proprietários de imóveis da região também enfrentam problemas para regularizar construções e o uso de áreas próximas à barragem de Ernestina.

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Temporal com granizo causa estragos e bloqueia vias em Espumoso

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Redação Planalto RS 24 Horas

3 de novembro de 2026

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Um temporal acompanhado de granizo e rajadas fortes de vento atingiu Espumoso por volta das 17h desta terça-feira (3), provocando danos materiais e interrupções no trânsito. A tempestade também afetou municípios vizinhos, como Tapera, e deixou um rastro de destelhamentos e quedas de árvores na região Norte e Centro do estado.

Em Espumoso, uma árvore caiu sobre um Honda Civic que trafegava pela Avenida Fernando Ferrari durante a passagem da tempestade. Uma mulher e uma criança estavam no veículo e foram retiradas por populares que presenciaram a ocorrência. Apesar do susto e dos danos materiais, ninguém ficou ferido.

Em Tapera, a força do vento e a precipitação de granizo provocaram danos em edificações e interromperam o trânsito em trechos da RS-332. Na localidade de Linha Teotônia, foram registrados estragos em estruturas às margens da rodovia, incluindo o Hotel Cavalli, no quilômetro 145 da estrada. A escola da Vila Paz e o Hotel Mizico também estão entre as estruturas danificadas.

Nas proximidades do setor de Obras de Tapera, a queda de um raio provocou o rompimento de uma rede de alta tensão da Coprel, interrompendo o fornecimento de energia elétrica. Os prejuízos também alcançaram a atividade agrícola, com uma lavoura de milho no interior de Tapera severamente atingida pelo vento e pelo granizo, deixando grande quantidade de plantas derrubadas.

As instabilidades também atingiram Quinze de Novembro por volta das 16h40. Na comunidade de São Francisco, moradores relataram cerca de dez minutos de queda de granizo, acompanhada de chuva intensa e vento forte, com quebra de galhos e interrupção no fornecimento de energia elétrica.

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Ciclone extratropical se forma no Atlântico e não deve atingir o continente

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Redação Planalto RS 24 Horas

3 de novembro de 2026

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A formação de um ciclone extratropical está prevista para ocorrer entre a quinta-feira (5) e a sexta-feira (6) no Oceano Atlântico, a uma grande distância do continente sul-americano. Dados analisados pela MetSul Meteorologia indicam que o sistema não representa risco de ventos ciclônicos intensos em terra firme, motivo pelo qual não foi emitido alerta de ciclone.

O campo de vento forte ficará restrito ao alto mar, onde as rajadas podem atingir entre 80 km/h e 100 km/h. O centro de baixa pressão que dará origem ao ciclone está localizado a mais de mil quilômetros da costa atlântica da América do Sul.

O centro de baixa pressão que origina o ciclone vai cruzar o Sul do Brasil de Oeste para Leste entre esta quarta-feira (4) e a quinta-feira (5), provocando chuva forte a intensa e temporais isolados. A aproximação do sistema já induziu tempestades isoladas nesta terça-feira.

No Rio Grande do Sul, a instabilidade atinge todas as regiões nesta quarta-feira. O maior risco de chuva intensa está concentrado no Noroeste, Alto Jacuí, Médio e Alto Uruguai, Planalto Médio e Serra. Em várias cidades dessas áreas, o volume de chuva apenas nesta quarta pode somar entre 50 mm e 100 mm, com acumulados isolados de 100 mm a 150 mm. Há ainda possibilidade de temporais isolados de vento e granizo.

Santa Catarina e o Paraná também devem ser afetados pela instabilidade decorrente do centro de baixa pressão ao longo desta quarta-feira, com chuva localmente forte e risco de temporais isolados.

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