Neste 4 de novembro, Dia da Favela, a atuação da Central Única das Favelas (CUFA) em Passo Fundo ganha destaque. A entidade mantém duas bases de atuação na cidade, nos bairros Integração e Valinhos, e atende jovens, mulheres e famílias em situação de vulnerabilidade.
Segundo o coordenador municipal da CUFA, Guilherme Barreto da Silva Santos, o Centro de Referência para a Juventude e Reconstrução, no bairro Integração, tinha meta de atender mil jovens, mas já alcançou 1,7 mil participantes. Com a prorrogação das atividades até março de 2027, a expectativa é chegar a dois mil atendidos.
A data, celebrada nacionalmente, busca valorizar a história, a cultura e o potencial das comunidades. Em Passo Fundo, a atuação da CUFA se consolidou por meio de parcerias com o Governo do Estado e instituições de ensino, ampliando o alcance dos projetos sociais nos últimos anos.
No bairro Integração, funciona o Centro de Referência para a Juventude e Reconstrução, desenvolvido em parceria com o Governo do Estado. O espaço oferece atividades esportivas, culturais e formação técnica aos participantes.
No mesmo bairro, a entidade desenvolve o projeto Mães da CUFA, que reúne mulheres em atividades de artesanato, corte e costura e produção de biscuit para geração de renda. Já no bairro Valinhos, o projeto Mãos Dadas atende cerca de 30 mulheres.
Outra frente de atuação é a Sala Basta, espaço voltado ao acolhimento e à escuta de mulheres vítimas de violência. O serviço oferece atendimento inicial com assistente social, psicóloga e orientação jurídica, além de canais de contato por telefone 0800 e WhatsApp.
A iniciativa também promove quatro atividades por mês, abertas à comunidade, com temas relacionados à prevenção da violência. Conforme o coordenador, as mulheres podem procurar a equipe a qualquer momento, mesmo fora dos dias de programação, para receber acolhimento e encaminhamento aos órgãos responsáveis.
Guilherme também destacou a parceria entre a CUFA e a Escola de Direito da Atitus Educação, com coordenação da professora Leilane Serratine Grubba, no projeto Formação de Facilitadoras Populares. A iniciativa levou informações sobre direitos das mulheres, violência psicológica, patrimonial e física, separação e divisão de bens às comunidades.
O primeiro ciclo capacitou 79 mulheres, com atividades inicialmente desenvolvidas no bairro Integração, e o trabalho também está sendo levado ao bairro Valinhos. A parceria entre a CUFA Passo Fundo e a Atitus Educação conquistou o primeiro lugar nacional na categoria Organizações Não Governamentais da 6ª edição do Prêmio CNJ Juíza Viviane Vieira do Amaral, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça.
A premiação reconhece iniciativas de prevenção e enfrentamento à violência doméstica e familiar contra mulheres e meninas. Guilherme relatou que esteve em Brasília para receber o reconhecimento e destacou a importância de o trabalho desenvolvido nas comunidades de Passo Fundo alcançar projeção nacional.