O Tribunal do Júri de Passo Fundo julga nesta terça-feira (15) os cinco acusados pela morte de Ânderson Dias Barros, assassinado com sete disparos de arma de fogo enquanto dormia dentro de casa, no bairro Operária. O crime ocorreu em 21 de agosto de 2024, por volta das 13h, na Rua Pedro Lessa.
Segundo a denúncia do Ministério Público, o homicídio foi uma execução planejada, motivada por disputas relacionadas ao tráfico de drogas, e teria sido articulada por vários envolvidos. Os jurados devem analisar as provas e os argumentos de acusação e defesa para decidir sobre a responsabilidade dos réus.
O caso chegou ao Tribunal do Júri mais de dois anos após o assassinato. Em outubro de 2024, a Polícia Civil deflagrou a Operação Cortiço, cumprindo mandados nos bairros Operária e Dona Júlia. Na ocasião, dois dos acusados foram presos preventivamente, e a ação também resultou em prisões por tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.
A acusação aponta que Renato Rodrigues Santana teria entrado na residência e efetuado os disparos contra a vítima, que foi surpreendida enquanto dormia e não teve condições de reagir. Após o crime, ele teria saído correndo do imóvel e encontrado Rudi da Silva Robaldo, que o aguardava nas proximidades para auxiliar na fuga. Os dois teriam deixado o local em um Fiat Palio.
O Ministério Público sustenta que o crime foi cometido por motivo torpe, relacionado ao tráfico de drogas, e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. A denúncia também aponta que a ação foi planejada por outros envolvidos.
Dionatan Ely Oliveira e Evandro Nascimento de Oliveira são apontados como responsáveis por organizar a execução, fornecer a arma utilizada no homicídio e providenciar sua ocultação após o crime. Eles também teriam contratado Rudi para auxiliar na fuga do atirador.
Thálysson Celestino da Silva é acusado de ter participado da reunião em que a execução teria sido decidida. Conforme a denúncia, ele também teria colaborado para garantir que o menor número possível de pessoas estivesse no conjunto de apartamentos no momento do homicídio, evitando a presença de testemunhas.
O processo cita como réus Renato Rodrigues Santana, Dionatan Ely Oliveira, Evandro Nascimento de Oliveira, Rudi da Silva Robaldo e Thálysson Celestino da Silva, além de mencionar a participação de adolescentes na investigação.