No Beira-Rio, o Internacional empatou por 1 a 1 com o Flamengo, em partida válida pelo Brasileirão, e saiu de campo com um ponto que, isoladamente, vale mais do que a derrota. O resultado ocorreu apesar da clara diferença técnica entre as equipes e da qualidade do elenco adversário.
Com os jogadores à disposição, Leonardo Jardim conseguiu reduzir as jogadas do Flamengo no pós-Copa, mas o Inter não aproveitou a plataforma criada para engrenar ofensivamente. A equipe soma apenas um gol em cinco partidas e obteve apenas um ponto em 15 disputados, mantendo uma pontuação que é, na prática, de time em risco de rebaixamento, embora o clube esteja fora do Z-4 pelos critérios.
A defesa do Internacional foi o ponto mais elogiado da partida, com jogadores do sistema defensivo aparecendo como principais responsáveis pelo resultado. Na avaliação da Rádio Gaúcha, Mercado foi o melhor em campo; Villagra, Bruno Gomes e o estreante Matheus Cunha também foram citados como opções para a escolha.
No primeiro tempo, o Inter teve equilíbrio e conseguiu construir o 1 a 0 com segurança tática. Após o intervalo, porém, a conta física do esforço da etapa inicial apareceu e o time perdeu fôlego.
Alan Patrick, claramente desgastado, deveria ter sido substituído cerca de dez minutos antes de perder a bola que originou o gol de empate. Não se pode atribuir-lhe culpa exclusiva, mas a falta de pernas comprometeu a sustentação da vitória que o Inter havia desenhado.
O empate mantém o clube em situação desconfortável na tabela e amplia a necessidade de respostas rápidas em desempenho e consistência. A atuação dá algum alívio imediato à torcida, mas não altera o diagnóstico de urgência sobre a capacidade ofensiva da equipe.
Fonte: Globo Esporte RS