A inadimplência no Rio Grande do Sul teve um pequeno alívio em junho, marcando o segundo mês consecutivo de queda. De acordo com um levantamento da Assessoria Econômica da CDL de Porto Alegre, o percentual de adultos com restrições de crédito caiu de 37,21% em maio para 37,06% no mês passado. Na capital, Porto Alegre, o índice também apresentou uma leve redução, passando de 37,83% para 37,54%.
Embora a diminuição seja um sinal positivo, os números ainda permanecem alarmantes. Tanto no estado quanto na capital, as taxas de inadimplência estão entre as mais altas desde o início da série histórica em 2022. Esse cenário revela que o endividamento das famílias gaúchas continua a ser um desafio significativo para a economia local.
A recente queda nos índices é atribuída, em grande parte, aos programas de renegociação de dívidas do governo federal, como o Novo Desenrola Brasil. No entanto, a CDL de Porto Alegre alerta que esses resultados devem ser vistos com cautela. O economista-chefe da entidade, Oscar Frank, enfatiza que, apesar do alívio momentâneo, as causas estruturais da inadimplência ainda persistem. “O orçamento das famílias segue pressionado pela inflação e pelo alto custo do crédito, além da perda do poder de compra”, destacou.
Entre as empresas, a situação é ainda mais favorável. O percentual de empresas com restrições de crédito no Rio Grande do Sul caiu de 17,38% em maio para 16,26% em junho. Em Porto Alegre, a redução foi de 17,42% para 16,05%. Essa é a terceira queda consecutiva e a maior redução mensal desde o início da série histórica, em junho de 2022.
A melhora no cenário empresarial reflete, segundo a CDL, a flexibilização das condições de linhas de crédito e um ambiente econômico que, embora desafiador, começa a mostrar sinais de recuperação. Contudo, a luta contra a inadimplência ainda está longe de ser vencida, e a educação financeira continua sendo uma ferramenta essencial para garantir um futuro mais estável para as famílias e empresas do estado.
Fonte: Rádio Planalto Passo Fundo