A intensificação do fenômeno El Niño atingiu um novo recorde histórico neste mês, dividindo o Brasil entre cenários de seca extrema e chuvas volumosas. Dados da Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera (NOAA) indicam anomalia de +3,2ºC na região Niño 3.4, no Pacífico Equatorial Central.
O valor supera a marca anterior de +3,0ºC registrada no Super El Niño de 2015-2016. O evento atual ocorre dois meses antes do pico do episódio anterior e já é considerado o mais intenso dos tempos modernos.
O excesso de chuva provocado pelo El Niño tem causado cheias de rios e sucessivas ondas de tempestades no Sul do Brasil e em áreas de São Paulo desde o inverno. No Rio Grande do Sul, os episódios de precipitação volumosa elevaram os níveis dos rios Taquari, Caí, Antas, Jacuí, Sinos, Uruguai, Quaraí, Ibicuí, Vacacaí, Ibirapuitã e Jaguarão.
Neste momento, o Rio Uruguai está acima da cota de inundação em vários pontos da Fronteira Oeste gaúcha, como Uruguaiana, Itaqui e São Borja. Em Santa Catarina, o excesso de chuva causou cheias dos rios Uruguai, Chapecó, Bonito e Itajaí, afetando diversos municípios.
No Paraná, as precipitações volumosas atingiram o Vale do Ribeira, onde os rios Ribeira, Turvo e Ponta Grossa provocaram inundações. O cenário de fogo no Norte do país é agravado pela redução das chuvas, enquanto o Sul e parte do Centro-Oeste enfrentam excesso de precipitação.