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Arbitragem em Debate

Gaciba critica orientação da CBF e aponta erro em pênalti não marcado no Gre-Nal

Consultor do Grêmio afirma que orientação "menos arbitragem, mais futebol" resultou em erro no Gre-Nal 455. CBF reconhece que pênalti deveria ter sido marcado, mas justifica não intervenção do VAR.
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16 de outubro de 2026

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O consultor de arbitragem do Grêmio, Leonardo Gaciba, criticou a orientação da CBF repassada aos árbitros, que segundo ele tem sido “menos arbitragem, mais futebol”. Para o ex-árbitro, o conceito resultou no pênalti não marcado a favor do time tricolor no Gre-Nal 455, disputado na Arena.

A Comissão de Arbitragem da CBF reconheceu o erro em documento enviado ao clube. O clássico terminou empatado em 1 a 1, e o lance polêmico ocorreu no primeiro tempo, quando Bernabei empurrou Diego Caito dentro da área.

O reconhecimento do erro foi feito inicialmente de forma verbal, em reunião semanal conhecida como devolutiva, com representantes dos clubes e dirigentes da Comissão de Arbitragem. O Grêmio divulgou nota na quarta-feira manifestando incredulidade com o fato de a CBF admitir o pênalti e, ao mesmo tempo, justificar a não intervenção do VAR com base na orientação de “menos arbitragem, mais futebol”.

Gaciba, que presidiu a Comissão de Arbitragem entre 2019 e 2021, afirmou que o empurrão foi infração clara e que o VAR deveria ter chamado o árbitro Rodrigo José Pereira de Lima para revisão. Caio Max Augusto Vieira, responsável pelo VAR, validou a decisão de campo.

– É difícil de explicar. É um conceito que se quer levar de “menos arbitragem, mais futebol”. Mas só que a partir do momento que você tem um erro claro e óbvio, que todo mundo viu, tem que ter a interferência do árbitro de vídeo – declarou Gaciba.

O ex-árbitro também afirmou que a orientação é repassada a todo o quadro de árbitros e demonstrou preocupação com a filosofia adotada. “Aí o erro vem de cima, na minha opinião”, complementou.

Em nota enviada à reportagem, a Comissão de Arbitragem da CBF classificou o lance como interpretativo. A entidade defende que a leitura do árbitro em campo é possível, embora a melhor decisão fosse a marcação do pênalti.

Segundo a CBF, a intensidade do contato nas costas do atleta do Grêmio comporta interpretação e não houve extensão completa do braço do defensor, elemento que caracterizaria erro claro e óbvio. A entidade afirmou ainda que a orientação de “menos arbitragem, mais futebol” não é um pretexto.

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Be8 recebe primeiras cargas de trigo em Passo Fundo

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Redação Planalto RS 24 Horas

16 de outubro de 2026

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A Be8 começou a receber as primeiras cargas de trigo em sua nova unidade industrial de glúten e etanol, em construção em Passo Fundo. O cereal será armazenado no local até a conclusão das obras, prevista para dezembro.

A expectativa é de que a planta inicie a operação comercial no primeiro trimestre de 2027. O início do recebimento ocorre durante o avanço da colheita do trigo no Rio Grande do Sul.

Para o assistente técnico estadual da Emater/RS-Ascar, Alencar Rugeri, a chegada do cereal à indústria representa uma oportunidade importante para a agricultura regional. Segundo ele, a criação de um novo mercado para o trigo e outros cereais de inverno pode gerar efeitos positivos não apenas em Passo Fundo, mas também nos municípios do entorno.

Rugeri avalia que a possibilidade de contar com novos canais de comercialização pode estimular os produtores e contribuir para o fortalecimento da cadeia produtiva. O técnico também destacou que, diante desse novo cenário, a qualidade da produção passa a ter papel ainda mais importante.

Para ele, os agricultores precisam buscar uma produção cada vez melhor, capaz de atender às exigências dos mercados e da indústria. Conforme Rugeri, esse movimento representa uma possibilidade concreta de desenvolvimento para a região.

O técnico considera que a nova indústria pode servir como referência para outras áreas do Estado interessadas em ampliar a produção de cereais de inverno e encontrar alternativas de mercado para os agricultores. Com o início do recebimento do trigo, a relação entre a produção agrícola e a futura indústria passa a ganhar um aspecto mais concreto.

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Casas volantes viram alternativa para cheias do Rio Uruguai em Itaqui

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Redação Planalto RS 24 Horas

16 de outubro de 2026

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Moradores de Itaqui adotam casas transportáveis, conhecidas como “casas volantes”, para enfrentar as cheias do Rio Uruguai sem abandonar suas residências. As estruturas são construídas pelos próprios moradores e deslocadas por tratores para áreas seguras.

Desde 4 de outubro, a Defesa Civil já moveu 67 moradias no município. A cheia afeta mais de 250 pessoas na cidade.

Segundo o coordenador da Defesa Civil de Itaqui, Danilo Muniz, toras de madeira instaladas sob as construções permitem o transporte. “Arrastões são toras de madeira abaixo da casa, com os arames. Os arames onde a gente coloca as correntes, o qual trator ou a máquina puxa, estaciona eles e leva para o local que a gente indicar”, explica.

Nos espaços temporários, as famílias têm acesso a energia elétrica, água potável e banheiros químicos. A aposentada Maria Rita Silveira, moradora há 50 anos, considera a mudança uma alternativa aos abrigos. “Quando a água vem, a gente puxa e vem dentro das casas. Não precisa ir para abrigo”, comenta.

Até quinta-feira (15), o Rio Uruguai estava estável em Itaqui, mas 1,60 metro acima da cota de inundação, mesmo sem chuva. Conforme Muniz, a elevação do Rio Ibicuí dificulta a redução do nível do Uruguai na região.

São Borja continua em situação de inundação, e essa água segue em direção a Itaqui. “O que está travando a descida do Rio Uruguai aqui no Itaqui é a elevação do Rio Ibicuí. É uma barreira natural no curso do Rio Uruguai que fica nos trancando essa descida”, pontua o coordenador.

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