Wagno Arezi Henika, de 51 anos, foi preso preventivamente na noite de terça-feira (18) e confessou nesta quarta-feira (19) ter matado a enteada Alice Nitz, de 14 anos, a facadas. O crime aconteceu na segunda-feira (17), no bairro Jardim do Trabalhador, em Encantado. A Polícia Civil investiga o caso como feminicídio.
O ex-padrasto da vítima conviveu com a mãe de Alice por 13 anos e estava separado havia cerca de um mês. Segundo a delegada Dieli Caumo, a relação entre o suspeito e a ex-companheira era considerada amigável, sem registros de ameaças ou medidas protetivas.
A Polícia Civil descartou a hipótese de vicaricídio, que ocorre quando o crime visa punir ou controlar uma mulher por meio do assassinato de alguém próximo. A delegada afirmou que Wagno não demonstrava conflitos com a mãe da vítima e que a motivação declarada pelo suspeito seria um desentendimento com a própria adolescente, cujas circunstâncias ainda estão sob apuração.
Testemunhas, incluindo familiares da vítima, foram ouvidas nesta quarta-feira (19) para confirmar a tipificação do crime. A delegada Dieli Caumo explicou que o enquadramento como feminicídio se justifica pelo convívio familiar entre o suspeito e a vítima, já que ele atuava como padrasto.
Alice Nitz estudava na Escola Estadual de Ensino Fundamental Jardim do Trabalhador desde a educação infantil. A vice-diretora Karina Belotti Cenci a descreveu como uma jovem inteligente, talentosa e sempre sorridente. A adolescente participava do grupo de dança tradicionalista Oigalê e jogava futsal no Fênix FC Futsal Feminino.
O velório e o sepultamento de Alice ocorreram na terça-feira (18), com grande comoção na comunidade escolar e entre os colegas de equipe. O time de futsal manifestou solidariedade nas redes sociais, lamentando a perda da jogadora.
A defesa de Wagno Arezi Henika não foi localizada até o fechamento desta matéria. O suspeito permanece preso e à disposição da Justiça.