Imagens do interior da residência da professora Glória Werkhausen, de 44 anos, revelam um cenário devastador após um incêndio ocorrido no dia 12 de julho, no bairro Florestal, em Constantina. O fogo, que consumiu a sala de estar e a cozinha, é parte de uma investigação que aponta para um possível feminicídio, com o ex-marido da vítima como principal suspeito.
O delegado Cristiano De Bone, responsável pelo caso, informou que a perícia inicial foi crucial para desmentir a versão de suicídio apresentada. O corpo de Glória apresentava um fio enrolado no pescoço e um corte profundo no pulso direito. No entanto, os peritos constataram que, sendo a professora destra, seria anatomica e fisicamente inviável que ela mesma tivesse causado o ferimento no braço correspondente.
Além disso, exames necroscópicos identificaram marcas de esganadura no pescoço, indicando que a professora foi asfixiada por outra pessoa antes do incêndio. Desde a separação, Glória morava sozinha, após um relacionamento de 25 anos com seu ex-marido, que foi preso preventivamente no dia 16 de julho, quatro dias após o crime. Ele é investigado por feminicídio qualificado e fraude processual, enquanto o inquérito continua em andamento para a coleta de novos laudos do Instituto-Geral de Perícias (IGP).
Fonte: Portal Carazinho News