A tragédia que abalou Viamão continua a gerar repercussões profundas. Mayanna Rodgers, mãe do pequeno Oliver, de apenas três anos, teve seu pedido de liberação para comparecer ao velório do filho negado pela direção do Presídio Feminino Madre Pelletier. A negativa foi justificada por questões de segurança, em razão da grande repercussão do caso, que chocou a comunidade local e além.
Oliver foi brutalmente espancado pelo pai, Dandre Jermaine Grayson, que confessou o crime à Polícia Civil. O motivo? O menino não teria dado um simples “bom dia”. A brutalidade da situação deixou a cidade em estado de choque e levantou questões sobre a proteção das crianças e a violência doméstica.
A defesa de Mayanna, que se encontra presa por omissão, argumenta que a decisão de barrar sua presença no velório é uma forma de punição antecipada. Os advogados da mãe, que a consideram uma vítima de violência doméstica e cárcere privado, criticaram a postura do sistema prisional. “Os direitos constitucionais dela estão sendo desconsiderados. Ela é uma mãe cujo filho está no Instituto Médico Legal”, afirmou a advogada Isabel Cochlar.
Além disso, a defesa questiona a justificativa de segurança apresentada pela administração prisional, que também resultou na transferência de Mayanna para o Presídio Feminino de Guaíba. A situação se torna ainda mais complexa à medida que os irmãos de Oliver permanecem sob a proteção da rede de assistência social, enquanto a investigação sobre a omissão da rede de proteção em relação à família avança.
A comunidade aguarda ansiosamente a decisão da Justiça sobre o pedido de liberação extraordinária para que Mayanna possa se despedir de seu filho em seu último ato de amor. O caso de Oliver não é apenas uma tragédia pessoal, mas um chamado à ação para que a sociedade e as autoridades se mobilizem em prol da proteção das crianças e da prevenção da violência doméstica.
Fonte: Globo G1 Rio Grande do Sul