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Proteção Infantil

Campanha dos Monstrinhos completa 23 anos e segue na memória de famílias gaúchas

Criada em 2003 pelo Grupo RBS, a campanha usou personagens do imaginário infantil para conscientizar sobre maus-tratos. Iniciativa gerou denúncias e é lembrada até hoje no Rio Grande do Sul.
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Redação Planalto RS 24 Horas

12 de outubro de 2026

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Lançada em 2003 pelo Grupo RBS, a campanha publicitária “Monstrinhos” utilizou personagens do imaginário infantil para combater a violência contra crianças e adolescentes no Rio Grande do Sul. Com o slogan “O amor é a melhor herança, cuide das crianças”, a ação mobilizou a sociedade gaúcha e gerou impactos diretos na proteção infantil.
A iniciativa surgiu a partir de uma pesquisa da Fundação Maurício Sirotsky, que indicava que uma criança era vítima de abuso sexual a cada oito horas no estado. Na época, dados apontavam que 90% dos casos de abuso no Brasil ocorriam dentro de casa.

Nas ruas de Porto Alegre, o jingle ainda é lembrado. A operadora de cobrança Ângela Cunha recorda a letra de forma imediata. “Malvadezas com crianças, não, não, não. Isso só pode ser coisa do tal do bicho-papão”, canta.

O publicitário Marcelo Pires relata que a equipe buscou simplificar um tema complexo ao associar a violência a algo monstruoso. Segundo ele, uma criança procurou a polícia por conta própria após ter contato com a campanha, mostrando que a mensagem ultrapassou a televisão e gerou reações práticas. O juiz-corregedor Charles Maciel Bittencourt, coordenador da Coordenadoria da Infância e Juventude do Rio Grande do Sul, avalia que a iniciativa ajudou a desconstruir a cultura das agressões físicas, naturalizada na época.

O artista Marcelo Delacroix, que deu voz ao Bicho-Papão, avalia a recepção do público. “A repercussão foi muito grande, e isso mostra que o ser humano no seu íntimo é bom, basta que a gente aposte nessa energia da paz e do amor”, afirma.

Com animação de Otto Guerra, os personagens retornaram à televisão em 2013 com foco em educação. Mais de duas décadas depois, o legado da campanha continua presente em famílias gaúchas, que ainda reproduzem a mensagem de proteção à infância.

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Renato Gaúcho critica excesso de estrangeiros no elenco do Grêmio

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Redação Planalto RS 24 Horas

12 de outubro de 2026

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O técnico Renato Gaúcho utilizou a coletiva após o empate em 1 a 1 no Gre-Nal, neste domingo, para questionar o número de jogadores estrangeiros no elenco do Grêmio. O treinador afirmou que a adaptação de atletas de outros países é mais lenta, especialmente na comunicação com os companheiros.

Renato destacou que o clube conta com 11 estrangeiros, sendo que Kannemann possui nacionalidade brasileira e não entra no limite de nove atletas de fora relacionados por partida em competições nacionais. Para o técnico, a presença de muitos gringos estimula a formação de grupos isolados no vestiário.

Entre os estrangeiros do elenco estão Kannemann (argentino), Balbuena (paraguaio), Nardoni (argentino), Noriega (peruano), Villasanti (paraguaio), Krovinovic (croata), Pavon (argentino), Braithwaite (dinamarquês), Amuzu (belga), Jovane Cabral (caboverdiano) e Enamorado (colombiano). Krovinovic e Cabral chegaram no segundo semestre.

Renato citou especificamente o caso de Amuzu, que está no clube desde fevereiro do ano passado e ainda não é fluente em português. “Ele está aqui há quanto tempo? Um ano e meio e não fala o português. Tem de estar sempre do lado dele”, afirmou o treinador.

O técnico também comentou a situação de Krovinovic, destacando que o meia passa por adaptação ao modelo de jogo da equipe. “Estou tirando a mania dele. Quando contrata, tem de pegar a ficha dele. Quantos gols, jogos, problema de lesão, como é com o grupo, a língua”, declarou.

Renato ainda criticou a forma como contratações são conduzidas no futebol brasileiro. “Não é porque a CBF liberou mais estrangeiros que se tem de trazer estrangeiro de qualquer jeito. Não é assim que se trabalha”, completou o treinador, que também dividiu responsabilidades sobre o desempenho da equipe.

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Sonhos de infância mudam entre gerações em Carazinho no Dia das Crianças

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Redação Planalto RS 24 Horas

12 de outubro de 2026

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A passagem do Dia das Crianças em Carazinho evidencia como os sonhos e as oportunidades se transformam de uma geração para outra. A trajetória do motoboy Tiago Maffi, de 40 anos, e de sua filha, Milena Aires Maffi, de 10 anos, ilustra essas mudanças de perspectiva ao longo do tempo.
Quando criança, Tiago alimentava o desejo de se tornar veterinário e ter um cavalo. No entanto, o curso da vida o levou por outros caminhos, e ele resume a situação com bom humor: “O veterinário virou motoboy e o cavalo virou a moto”.

Tiago destacou que sempre estudou, casou jovem e constituiu família. Segundo ele, essas escolhas não impediram a realização de sonhos, mas fizeram com que os planos originais fossem adaptados ao longo da vida.
Questionado sobre o maior desejo para a filha, Tiago afirmou que espera que ela estude, trabalhe e conquiste tudo o que estiver ao seu alcance. A expectativa reflete a aposta na educação como ferramenta de mobilidade e realização pessoal.
Milena já construiu seus próprios objetivos para o futuro. A menina deseja estudar, viajar e seguir a carreira de advogada. Para alcançar essas metas, ela acredita que o estudo e o apoio constante dos pais são caminhos fundamentais.
A história de Tiago e Milena demonstra que, embora os sonhos mudem de uma geração para outra, a busca por realização permanece como elemento comum entre pais e filhos.

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