As chuvas intensas que atingem a região nos últimos dias resultaram na cheia de rios, forçando o desalojamento de mais de 700 pessoas em Lajeado. O Rio Taquari, que transbordou, trouxe de volta a angústia para os moradores, que enfrentam a dura realidade de deixar suas casas. “É uma situação que acontece todos os anos, a gente tem que sair de casa por causa da água”, lamenta o músico José Casemiro Fernandes Maidana.
Em Porto Alegre, a elevação do nível do Guaíba impactou diretamente a Região das Ilhas, uma área que já sofreu com a redução de sua população pela metade após a enchente de 2024. A dona de casa Marinês Maciel expressa a preocupação constante que a situação gera: “A gente não acostuma porque é uma coisa ruim. A gente perde as coisas, se preocupa, não consegue dormir.”
O prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, informou que programas habitacionais estão sendo implementados para ajudar os moradores a se relocarem. “Tivemos um programa em parceria com o governo federal, onde a prefeitura bancou o laudo e um voucher de R$ 1 mil para que essas pessoas adquirissem imóveis. Cerca de 1.800 famílias já conseguiram novos lares”, afirmou Melo.
Especialistas apontam que a adaptação às mudanças climáticas é urgente. O professor Rodrigo Paiva, da UFRGS, defende a inclusão de mapeamentos de risco nos planos diretores municipais. “Precisamos de um bom monitoramento das chuvas e dos níveis dos rios, que nos permita fazer previsões e alertas antecipados”, conclui.
Diante do histórico de cheias, a Prefeitura de Lajeado já mapeou áreas de inundação e restringiu novas construções, buscando minimizar os impactos das enchentes futuras.
Fonte: Globo G1 Rio Grande do Sul


