As fortes chuvas e o granizo registrados na madrugada desta quarta-feira (5) provocaram alagamentos em dois canteiros de obras de Passo Fundo. Os problemas atingiram a construção da nova escadaria da Rua Independência e a segunda etapa de modernização da Avenida Presidente Vargas, causando impactos temporários nos trabalhos.
Diante da situação, a Prefeitura de Passo Fundo acionou as empresas responsáveis para avaliar os danos e definir medidas que permitam a retomada dos serviços. Entre as providências previstas estão intervenções nos sistemas de drenagem e soluções provisórias para melhorar o escoamento da água.
Na obra da nova escadaria da Rua Independência, a água ultrapassou o meio-fio e atingiu a estrutura em construção. O alagamento comprometeu parte dos serviços que estavam na etapa de execução das fundações.
Segundo a engenheira responsável pela obra e sócia-proprietária da Construtora Sbarenge, Fabiele Barbosa, a rede de drenagem existente apresenta limitações. A revisão do sistema já estava prevista em uma segunda etapa do contrato.
Como medida inicial, a empresa pretende refazer o estaqueamento na parte superior da obra, próximo à via asfaltada, além de preparar uma estrutura de contenção para reduzir os riscos de novos danos em caso de chuva intensa. Também está previsto um direcionamento provisório da água para facilitar o escoamento em direção à rua inferior.
Após a limpeza da área e a preparação do solo, os trabalhos deverão ser retomados. A nova escadaria será construída entre a Avenida Sete de Setembro e a Rua 15 de Novembro. O projeto também contempla melhorias na drenagem da Avenida Sete de Setembro, entre as ruas General Osório e Morom, e na Rua Independência, entre as ruas Coronel Chicuta e Teixeira Soares. O prazo previsto para conclusão da obra é de seis meses.
Na segunda etapa de modernização da Avenida Presidente Vargas, o alagamento atingiu o canteiro central no trecho entre as ruas Duque de Caxias e Carlos Gomes, no sentido bairro-centro. Atualmente, os trabalhos estão concentrados na implantação da ciclovia e na construção de meio-fio.
Com o acúmulo de água, as atividades precisaram ser temporariamente impactadas. O engenheiro civil Lucas Vieira, responsável técnico da empresa MPX, informou que será feita uma revisão do sistema de drenagem para identificar as causas do problema.
O trecho conta com duas caixas de captação de água da chuva. A avaliação deverá verificar se houve entupimentos, problemas na rede ou se a estrutura existente não foi suficiente para suportar o volume de precipitação registrado. A previsão é de implantação de aproximadamente 100 metros de nova tubulação, além da instalação de mais caixas coletoras.