O ex-presidente do Internacional, Vitorio Piffero, foi absolvido nesta quinta-feira pelo Tribunal de Justiça no processo que apurava lavagem e desvio de dinheiro envolvendo uma agência de viagens. A decisão também absolveu a esposa do dirigente.
Piffero havia sido condenado em 2024 a 12 anos e três meses de prisão nesse caso específico. Apesar da absolvição, ele permanece condenado em outros dois processos relacionados a irregularidades na gestão do clube.
Além de Piffero e sua esposa, foram condenados no mesmo processo o vice-presidente do Inter, Pedro Affatato, e outros três empresários ligados ao setor de turismo. A absolvição do ex-presidente abrange apenas o núcleo referente à agência de viagens, uma das três sentenças proferidas pela Justiça sobre o caso.
No primeiro processo, referente ao núcleo administrativo-financeiro, Piffero e Affatato foram condenados por estelionato e organização criminosa. Affatato também foi condenado por lavagem de dinheiro, com penas de 10 e 19 anos, respectivamente.
Já no segundo processo, que trata do núcleo jurídico, o ex-vice-presidente jurídico do Inter, Marcelo Castro, também foi condenado. As investigações sobre as irregularidades no clube tiveram início em 2017, após o rebaixamento do time à Série B.
Em setembro daquele ano, um relatório apontou inconsistência de R$ 9 milhões em contratos não realizados com cinco empresas de construção civil. No ano seguinte, o Conselho Deliberativo do Inter votou pela inelegibilidade de Piffero e outros três ex-dirigentes por 10 anos.