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Operação Hinterland

Justiça condena 13 por tráfico internacional em operação que passou por Rio

Justiça Federal condena 13 homens por esquema de tráfico internacional de cocaína que movimentou mais de R$ 3 bilhões entre 2019 e 2022. Grupo usava estruturas portuárias em Rio Grande e Itajaí para enviar droga à Europa.
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Redação Planalto RS 24 Horas

14 de outubro de 2026

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A Justiça Federal condenou 13 homens investigados na Operação Hinterland por envolvimento em um esquema de tráfico internacional de cocaína que teria movimentado mais de R$ 3 bilhões entre 2019 e 2022. As penas variam de cinco anos e sete meses a 54 anos de prisão.

Doze réus foram condenados por crimes relacionados à organização criminosa e ao tráfico de drogas. Outro réu foi absolvido da acusação de tráfico internacional, mas condenado pelos demais crimes. Uma mulher também processada no caso foi absolvida de todas as acusações por falta de provas.

A investigação teve início após representantes de uma empresa de Montenegro, na Região Metropolitana de Porto Alegre, procurarem o Ministério Público Federal. Eles relataram que cocaína havia sido enviada de navio à Europa escondida em meio a uma carga de extrato de mimosa exportada para a Alemanha. Naquele carregamento, 190 sacas do produto haviam sido violadas, e autoridades alemãs estimaram que cerca de 1,7 tonelada de cocaína foi retirada das embalagens. Considerando o preço do quilo da droga na Alemanha em 2020, a carga foi avaliada em aproximadamente R$ 380 milhões.

A Polícia Federal identificou dois núcleos que atuavam separadamente, mas mantinham cooperação. O primeiro era dedicado ao transporte terrestre e aéreo, responsável pela entrada de cocaína proveniente de países como Peru, Bolívia e Colômbia, principalmente pela fronteira com o Paraguai.

Depois, a droga era distribuída para Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Amazonas. O grupo também realizava transporte aéreo entre a Região Norte e outros países da América Latina.

O segundo núcleo ficava responsável pelo envio de grandes quantidades de cocaína à Europa, escondidas em cargas transportadas por navios. Parte da droga chegava à região de Rio Grande antes de ser repassada ao grupo. Os integrantes também mantinham contato direto com fornecedores da Colômbia e do Peru.

Segundo a Polícia Federal, o núcleo marítimo tinha estrutura hierarquizada e funções distribuídas entre os integrantes, de forma que o esquema conseguia continuar em funcionamento mesmo com o afastamento de algum membro. A denúncia aponta ainda que eram utilizados marcas e logotipos próprios para identificar os tabletes de cocaína.

A sentença determinou a destinação dos bens apreendidos para a União. Quatro réus estão presos preventivamente, um está foragido e oito já recorreram ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região.

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Eduardo Baptista muda o Inter em três semanas e time reage na luta contra o Z-4

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Redação Planalto RS 24 Horas

14 de outubro de 2026

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O técnico Eduardo Baptista completou três semanas no comando do Inter e já promoveu mudanças visíveis na equipe. O time segue na zona de rebaixamento, mas o empate no Gre-Nal 455 marcou a repetição da escalação em duas partidas consecutivas, algo que não ocorria há mais de dois meses.

Baptista apostou no esquema 3-4-2-1 e definiu uma base com Anthoni; Bruno Gomes, Mercado e Juninho; Aguirre, Villagra, Thiago Maia e Bernabei; Vitinho e Alan Patrick; Alerrandro. O treinador encerrou improvisações e devolveu jogadores às suas posições de origem.

O modelo de jogo também começa a se consolidar. O técnico aposta no avanço dos alas e na ocupação da área com mais jogadores em condição de finalizar. Alan Patrick segue como referência na articulação, atraindo a marcação e conduzindo o time ao campo adversário.

A postura da equipe é o ponto que mais chama atenção. Em diversos momentos, o Inter adianta a marcação, pressiona a saída de bola rival e aproveita erros defensivos. O gol de Alan Patrick contra o Corinthians e o de Vitinho no Gre-Nal surgiram dessa forma.

Com uma lesão na coxa esquerda, Alan Patrick será desfalque contra o Mirassol, na sexta-feira, às 20h, no Maião. Baptista precisará definir o substituto. Uma vitória sobre o rival tira o Inter da zona de rebaixamento.

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Carlos Vinicius tem uma finalização em três jogos no Grêmio com Renato

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14 de outubro de 2026

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O centroavante Carlos Vinicius finalizou apenas uma vez nos últimos três jogos do Grêmio, desde a chegada do técnico Renato Portaluppi. O único chute ocorreu no empate em 0 a 0 com o Palmeiras, na Arena, quando o goleiro Carlos Miguel fez a defesa.

O jogador, que é o artilheiro da temporada com 20 gols em 50 partidas, acumula agora seis partidas sem balançar as redes. A situação contrasta com o período anterior, sob o comando de Luís Castro, quando teve sete finalizações nos últimos três jogos, incluindo dois gols no Gre-Nal decisivo da Copa do Brasil.

Renato Portaluppi reconhece o problema e afirmou que considera o centroavante uma arma fundamental na briga contra a zona de rebaixamento. O treinador declarou que está corrigindo a postura dos atacantes, que jogavam muito abertos e distantes da área.

– Os atacantes, quando cheguei, tinham o costume de jogar muito em cima da linha, muito aberto, o que eu não gosto. Justamente porque o Vinicius fica muito sozinho na área. Estou tirando essa mania para que eles se aproximem do Vinicius – explicou o técnico após o empate no Gre-Nal no domingo.

O treinador também revelou conversas com o meia Krovinovic, utilizado pela primeira vez contra o Inter, para que se aproxime de Vinicius e pise mais na área. Caso os pontas não respondam taticamente, Renato não descarta improvisar jogadores de outras funções nos lados do campo.

Sob o comando de Luís Castro, Carlos Vinicius enfrentou a maior seca desde que chegou ao Grêmio, com oito partidas sem marcar entre julho e agosto. Ele voltou a balançar as redes no segundo Gre-Nal das quartas de final da Copa do Brasil, em 3 de setembro, na vitória por 3 a 1 na Arena. No Gre-Nal 455, o centroavante chegou a marcar, mas o gol foi anulado por impedimento.

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