O técnico Renato Gaúcho utilizou a coletiva após o empate em 1 a 1 no Gre-Nal, neste domingo, para questionar o número de jogadores estrangeiros no elenco do Grêmio. O treinador afirmou que a adaptação de atletas de outros países é mais lenta, especialmente na comunicação com os companheiros.
Renato destacou que o clube conta com 11 estrangeiros, sendo que Kannemann possui nacionalidade brasileira e não entra no limite de nove atletas de fora relacionados por partida em competições nacionais. Para o técnico, a presença de muitos gringos estimula a formação de grupos isolados no vestiário.
Entre os estrangeiros do elenco estão Kannemann (argentino), Balbuena (paraguaio), Nardoni (argentino), Noriega (peruano), Villasanti (paraguaio), Krovinovic (croata), Pavon (argentino), Braithwaite (dinamarquês), Amuzu (belga), Jovane Cabral (caboverdiano) e Enamorado (colombiano). Krovinovic e Cabral chegaram no segundo semestre.
Renato citou especificamente o caso de Amuzu, que está no clube desde fevereiro do ano passado e ainda não é fluente em português. “Ele está aqui há quanto tempo? Um ano e meio e não fala o português. Tem de estar sempre do lado dele”, afirmou o treinador.
O técnico também comentou a situação de Krovinovic, destacando que o meia passa por adaptação ao modelo de jogo da equipe. “Estou tirando a mania dele. Quando contrata, tem de pegar a ficha dele. Quantos gols, jogos, problema de lesão, como é com o grupo, a língua”, declarou.
Renato ainda criticou a forma como contratações são conduzidas no futebol brasileiro. “Não é porque a CBF liberou mais estrangeiros que se tem de trazer estrangeiro de qualquer jeito. Não é assim que se trabalha”, completou o treinador, que também dividiu responsabilidades sobre o desempenho da equipe.