A deputada estadual mais votada do Rio Grande do Sul, Adri Cherini (PL), criticou nesta terça-feira (6) as declarações de sua colega de partido Eduarda Campopiano (PL) sobre feminicídio e violência contra a mulher. Campopiano, eleita deputada estadual mais votada de São Paulo com 1.956.238 votos, tornou-se conhecida por afirmar que “feminicídio não existe”.
Em entrevista à Rádio Gaúcha, Cherini resumiu a posição da colega como “uma bobagem” e afirmou que Campopiano precisa conhecer a realidade de seu estado. A deputada gaúcha tem como principal bandeira a defesa de mulheres vítimas de violência doméstica.
Campopiano se apresenta como “a maior inimiga das feministas de SP” e ganhou projeção com publicações sobre feminismo, cotas raciais e identidade de gênero. Em um podcast, declarou que “feminicídio é uma armadilha semântica” e que “nenhuma mulher morre por ser mulher”.
A parlamentar paulista também acumula polêmicas por defender a colonização de povos originários e por ataques transfóbicos à deputada federal Érika Hilton, a quem chama de “homem biológico”.
Cherini afirmou que não tinha conhecimento prévio das declarações de Campopiano. “Vou tentar saber, entender o que acontece sobre isso”, declarou a deputada gaúcha antes de embarcar para a capital federal.
O g1 entrou em contato com as assessorias do PL no Rio Grande do Sul e em Brasília, além da assessoria de Eduarda Campopiano, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. O espaço permanece aberto para manifestações.