O Fórum de Passo Fundo sedia, nesta quinta-feira (08), o júri do caso do assassinato do prefeito de Lajeado Bugre, Roberto Maciel Santos. O crime ocorreu em 24 de novembro de 2022, dentro da sede da Prefeitura Municipal.
O processo envolve Rafael dos Santos Lyrio e Victor Santos Lyrio, acusados de participação no homicídio. A acusação sustenta que o grupo planejou a execução do prefeito, além de uma tentativa de homicídio contra o então vice-prefeito Ronaldo Machado da Silva e contra Marcelo de Campos Wolff.
O julgamento foi transferido de Lajeado Bugre para Passo Fundo e tem previsão de duração de um a dois dias. A Rádio Uirapuru acompanhará o júri diretamente do Fórum de Passo Fundo.
Segundo o processo, Roberto foi atingido por disparos de arma de fogo e morreu. Marcelo também foi atingido e sobreviveu, enquanto Ronaldo conseguiu escapar dos tiros.
A acusação afirma que os crimes teriam sido praticados por integrantes de uma organização criminosa, após supostas cobranças de valores que não teriam sido repassados pelas vítimas. O Ministério Público também acusa alguns dos envolvidos de extorsão contra familiares do prefeito morto.
Após o homicídio, a esposa e a filha de Roberto teriam recebido ameaças e cobranças de R$ 50 mil para que fossem deixadas em paz. Em relação especificamente a Rafael e Victor, a acusação aponta que os dois teriam atuado como articuladores da ação criminosa, prestando auxílio aos demais envolvidos, mantendo contatos telefônicos e orientando o executor durante a fuga.
O processo ainda aponta que ambos teriam contribuído para o planejamento e a organização do crime. A defesa, no entanto, contesta a participação dos dois jovens no homicídio.
Em entrevista ao repórter Bruno Reinehr, da Rádio Uirapuru, na noite desta quarta-feira, o advogado criminalista Jader Marques afirmou que os clientes são acusados como partícipes, mas não teriam sido os responsáveis pelos disparos. Segundo Jader, o homem apontado como executor dos disparos teria confessado o crime e, conforme a defesa, excluído a participação dos dois jovens.
O advogado também afirmou que assumiu o caso após conversar com familiares dos acusados e que realizou um trabalho intenso na produção de provas ao longo do processo. Jader Marques estará no plenário nesta quinta-feira para defender Rafael e Victor.
O advogado afirmou à Uirapuru que chega ao julgamento convicto da tese defensiva e que pretende trabalhar para demonstrar aos jurados que os dois jovens não devem ser responsabilizados pelo homicídio.