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Alerta de chuva extrema no Sul do Brasil por influência do El Niño

Meteorologistas apontam semelhanças entre o El Niño deste ano e o de 1997, indicando risco de chuvas excessivas e tempestades no Sul do Brasil nas próximas semanas.
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Redação Planalto RS 24 Horas

2 de outubro de 2026

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A MetSul Meteorologia divulgou um alerta para as próximas semanas sobre a possibilidade de eventos climáticos extremos na Região Sul do Brasil. O padrão atmosférico atual apresenta grandes semelhanças com o Super El Niño de 1997, ano marcado por enchentes históricas e tempestades destrutivas.
Segundo a análise, não haverá uma repetição exata dos acontecimentos daquele ano, mas a tendência é de muita chuva e alta frequência de temporais. Modelos numéricos indicam que Santa Catarina e o Paraná podem ser os estados mais atingidos por chuvas extremas neste mês.

As consequências daquele ano não se limitaram ao Rio Grande do Sul. Santa Catarina enfrentou inundações que afetaram 37 municípios, deixando milhares de desabrigados. No Paraná, a elevação do rio Iguaçu causou impactos importantes, inclusive na região de União da Vitória.
Para este ano, as projeções de anomalia de chuva sugerem um deslocamento do foco de precipitação. Se em 1997 o Oeste e o Noroeste gaúcho foram os mais castigados, os mapas atuais indicam que os estados de Santa Catarina e do Paraná poderiam ser os mais atingidos por volumes extremos de chuva.
A MetSul reforça que nenhum episódio de El Niño é igual ao outro, mas o uso de analogias com eventos passados é uma ferramenta fundamental para a previsão de cenários de risco. As autoridades locais devem monitorar as atualizações dos modelos meteorológicos ao longo das próximas semanas.

O episódio de 1997-1998 foi um dos mais intensos já registrados, com efeitos severos a partir do segundo semestre. Em outubro de 1997, a situação foi crítica no Rio Grande do Sul, especialmente na bacia do Rio Uruguai. Naquele período, Uruguaiana registrou quase 180 mm de chuva em 24 horas, entre os dias 7 e 16 de outubro, o que provocou uma elevação extraordinária do rio e afetou milhares de pessoas.

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Morre Lito Sousa, criador do canal Aviões e Músicas, aos 59 anos

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Redação Planalto RS 24 Horas

1 de outubro de 2026

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O especialista em aviação e influenciador Joselito Geraldo de Sousa, conhecido como Lito Sousa, morreu nesta quinta-feira (1º), em São Paulo, aos 59 anos. Ele estava em casa, sob cuidados paliativos, e enfrentava a doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), enfermidade neurodegenerativa rara e sem cura.

A morte foi confirmada nas redes sociais por sua esposa, Mila Seidl. Lito deixa a esposa e um filho de sete anos.

Em 2011, criou o canal Aviões e Músicas no YouTube, voltado a traduzir termos técnicos, relatórios de caixas-pretas e procedimentos de segurança para o público leigo. O canal acumulou mais de 3,7 milhões de inscritos e se tornou o maior do segmento no Brasil.

Lito também fundou a Lito Academy, escola de formação de profissionais do setor aéreo, e desenvolveu treinamento para perda do medo de voar, com mais de 5 mil alunos. Publicou ainda o livro Onde Morrem os Aviões.

Os problemas de saúde começaram em julho de 2026, com diagnóstico inicial de câncer de próstata. No início de agosto, passou a manifestar sintomas neurológicos, como dormência no braço e perda progressiva da visão e dos movimentos.

Após semanas de investigação no Hospital Israelita Albert Einstein, a equipe médica confirmou a doença de Creutzfeldt-Jakob. A família mobilizou campanha internacional nas redes sociais e junto ao Itamaraty para tentar acesso a tratamentos experimentais nos Estados Unidos e na Europa, mas a rápida progressão da doença impediu o avanço das tentativas.

A DCJ atinge o sistema nervoso central e é causada pelo dobramento incorreto da proteína príon, que danifica proteínas saudáveis e provoca pequenos espaços vazios no cérebro. Os sintomas incluem perda de coordenação motora, alterações na fala e na memória, perda da visão e abalos musculares involuntários.

A doença não tem cura e o tratamento é paliativo. A incidência global é de um caso para cada milhão de pessoas por ano, e a condição não deve ser confundida com a variante relacionada à doença da vaca louca, da qual o Brasil nunca registrou casos.

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Hospital de Clínicas de Carazinho pleiteia ampliação de recursos federais

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Redação Planalto RS 24 Horas

1 de outubro de 2026

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O Hospital de Clínicas de Carazinho (HCC) recebeu, na manhã da última terça-feira (29), a visita da coordenadora-geral de Atenção Hospitalar do Ministério da Saúde, Luisa Rayane Silva Bezerra Frazão. Durante o encontro, a direção da instituição apresentou a estrutura hospitalar, os serviços prestados e os desafios financeiros para manter a assistência aos pacientes do SUS.

A principal pauta defendida pelo HCC foi a necessidade de ampliação dos recursos destinados ao custeio de serviços de Média e Alta Complexidade (MAC). A administração do hospital afirma que a alta nos custos operacionais e o aumento da demanda regional exigem novas fontes de financiamento para assegurar a sustentabilidade da instituição.

A reunião contou com a presença do presidente do HCC, Jocélio Cunha, do diretor técnico Darlan Martins Lara, do secretário municipal de Saúde de Carazinho, João Hartmann, além de representantes da gestão local e regional, como Juliano Rosso e a diretora Ana Elisa Padua.

Além do suporte financeiro imediato, o HCC manifestou interesse em integrar novos programas e projetos estratégicos promovidos pela Secretaria de Atenção Especializada à Saúde (SAES). O objetivo é captar investimentos voltados à modernização da estrutura física, incorporação de novas tecnologias médicas e qualificação contínua das equipes de assistência e segurança do paciente.

De acordo com o presidente Jocélio Cunha, manter canais de diálogo abertos com o Governo Federal é indispensável para alinhar as políticas públicas à realidade prática enfrentada pelos hospitais filantrópicos no interior do estado.

A agenda regulamentar no Norte do Rio Grande do Sul também incluiu visitas técnicas a complexos hospitalares no município vizinho de Passo Fundo. A coordenadora-geral Luisa Frazão destacou o panorama positivo encontrado na infraestrutura local e afirmou o compromisso da pasta em manter um canal permanente de interlocução para o fortalecimento da rede hospitalar gaúcha.

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