O número de vítimas do golpe da agência JPF Turismo Religioso, que vendeu pacotes para uma excursão ao Santuário de Nossa Senhora Aparecida, em São Paulo, pode passar de 80. A empresa e seu responsável, Márcio Flores, foram indiciados por estelionato pela Polícia Civil de Canoas.
O inquérito com 34 vítimas da cidade foi remetido ao Poder Judiciário em 18 de setembro. Em Novo Hamburgo, a polícia já identificou 44 vítimas, com prejuízo estimado em aproximadamente R$ 74 mil. Há também registros de casos sendo apurados em Bagé.
Em nota, a JPF Turismo Religioso informou que passa por dificuldades e que está organizando o reembolso das vítimas o mais breve possível. A empresa declarou atuar há 13 anos no mercado e afirmou que o problema ocorreu apenas nas duas últimas romarias com destino a Aparecida.
Conforme o delegado Tarcísio Lobato Kaltbach, titular da 1ª Delegacia de Polícia de Novo Hamburgo, a investigação segue em andamento. Até o momento, foram identificadas vítimas residentes em Novo Hamburgo, Campo Bom, Estância Velha, Ivoti, Dois Irmãos, Araricá, São Leopoldo, Sapucaia do Sul, Canoas e Rolante. Além de Aparecida, dois casos envolvem viagens internacionais.
O delegado Cristiano Reschke, diretor da 2ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana de Canoas, afirmou que não houve qualquer explicação, nem anterior nem posterior, e que até a data de remessa do inquérito o responsável não fez o pagamento nem o ressarcimento, nem mostrou iniciativa para ressarcir as vítimas.
Segundo a polícia, mesmo que a viagem não tenha sido planejada inicialmente para causar prejuízo, o organizador assumiu o risco ao perceber que não conseguiria cumprir o compromisso e não avisar os passageiros. Para evitar situações semelhantes, a orientação é verificar o histórico das agências antes da assinatura de contratos, consultando o CNPJ na Receita Federal, o Cadastur e o Reclame Aqui.