O Grêmio terá que reavaliar o planejamento de seu elenco para as próximas temporadas devido à nova regra de limite de estrangeiros aprovada pela CBF. A partir de 2027, o número máximo de atletas de fora inscritos por partida cai de nove para oito, com redução gradual até chegar a cinco em 2030.
Atualmente, o clube conta com 10 estrangeiros no grupo, sem considerar o argentino Kannemann, que se naturalizou brasileiro. Dois desses atletas têm contratos se encerrando no fim deste ano: o ganês-belga Amuzu e o argentino Pavon.
Os outros oito estrangeiros do grupo possuem contratos mais longos e, para deixarem o clube, precisariam ter os vínculos rescindidos, serem vendidos ou emprestados. A permanência ou não dos jogadores em fim de contrato deve ser definida apenas na reta final ou após o término da temporada.
O salário de Amuzu é considerado alto internamente e, em caso de renovação, deve ser revisto. A troca de treinador, de Luís Castro para Renato, também interfere no planejamento.
O brasileiro Carlos Vinicius é outro caso de contrato que se encerra no fim de 2026. Em julho, o Grêmio ofereceu mais dois anos de vínculo, até 2028, e aguardava resposta do jogador. Até o momento, ninguém da direção confirma avanço nas conversas, embora ambas as partes destaquem a boa relação existente.
Confira os contratos dos estrangeiros do Grêmio:
– Amuzu (ganês-belga) — dezembro de 2026
– Balbuena (paraguaio) — junho de 2027
– Braithwaite (dinamarquês) — dezembro de 2027
– Enamorado (colombiano) — dezembro de 2028
– Jovane Cabral (cabo-verdiano) — dezembro de 2027
– Krovinovic (croata) — dezembro de 2028
– Nardoni (argentino) — dezembro de 2029
– Noriega (peruano) — dezembro de 2028
– Pavon (argentino) — dezembro de 2026
– Villasanti (paraguaio) — dezembro de 2029
Kannemann obteve cidadania brasileira e não conta mais como estrangeiro para a CBF.