A primavera começou oficialmente nesta terça-feira (22), às 21h05, e Carazinho deve sentir os efeitos de um El Niño classificado como forte pela NOAA. O fenômeno, que já é considerado um dos mais intensos da história no Oceano Pacífico, deve atingir seu pico entre o fim da estação e o início do verão.
Para Carazinho e demais cidades do norte gaúcho, a previsão indica chuvas acima da média histórica. O INMET aponta que os acumulados no trimestre podem superar a média em até 200 milímetros em algumas áreas da região Sul.
O cenário exige atenção redobrada do poder público e da população de Carazinho. Historicamente, primaveras sob influência de El Niño forte no norte do Rio Grande do Sul estão associadas a episódios de alagamentos em áreas urbanas e danos à infraestrutura rural. A Defesa Civil recomenda que moradores de zonas ribeirinhas e produtores rurais acompanhem os boletins meteorológicos ao longo dos próximos meses.
O risco de tempestades severas é elevado. Complexos Convectivos de Mesoescala podem provocar rajadas de vento, queda de granizo, alagamentos e deslizamentos de terra em Carazinho e municípios vizinhos.
As temperaturas, no entanto, devem ficar abaixo da média no sul e oeste gaúcho. A alta nebulosidade e a frequência de chuvas explicam esse comportamento dos termômetros na região.
Enquanto isso, o restante do Brasil enfrentará uma primavera de calor extremo. Centro-Oeste, Norte e Nordeste devem registrar dias consecutivos acima dos 40°C, com risco frequente de ondas de calor.
A escassez de água será severa no Norte do país, especialmente em Roraima, Amapá e norte do Pará e Amazonas. O déficit de chuvas pode chegar a 200 milímetros abaixo do normal, elevando o risco de queimadas e prejuízos agrícolas.
Em São Paulo e Rio de Janeiro, a previsão indica chuvas ligeiramente acima da média. O Sistema Cantareira registrou mais de 250 mm nos primeiros 15 dias de setembro, superando a média mensal histórica de 78 mm.
A primavera segue até 21 de dezembro, quando começa oficialmente o verão.