A Argentina encerrou o último ciclo econômico com o fechamento de 31 mil empresas e a eliminação de 245 mil postos de trabalho formais. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira e refletem a retração generalizada da atividade produtiva no país.
O setor industrial apresentou queda de 2,6% nos últimos 12 meses. O segmento de eletrônicos registrou a retração mais acentuada, com recuo de 19% no mesmo período.
O fechamento de empresas e a perda de empregos formais afetam diretamente a arrecadação previdenciária e a capacidade de consumo das famílias argentinas. A retração do setor eletrônico, um dos mais intensivos em tecnologia e mão de obra qualificada, sinaliza dificuldades estruturais que podem se estender para outros segmentos da cadeia produtiva nos próximos meses.
Os números consolidam um cenário de encolhimento do mercado formal de trabalho. A redução de 245 mil vagas representa perda de renda estável para trabalhadores registrados, o que impacta o comércio e os serviços.
A indústria, que já vinha operando abaixo da capacidade instalada, acumula sucessivas quedas trimestrais. A retração de 2,6% em 12 meses confirma a tendência de desaceleração do setor manufatureiro.
O segmento de eletrônicos, com recuo de 19%, lidera as perdas. A queda expressiva reflete tanto a retração da demanda interna quanto a redução de investimentos em produção e montagem no país.
Os dados abrangem o fechamento de empresas de diferentes portes. Micro e pequenos negócios concentram a maior parte dos encerramentos, enquanto médias e grandes empresas também registraram redução de postos de trabalho.
A eliminação de vagas formais reduz a base de contribuintes para a seguridade social. O efeito fiscal da perda de arrecadação tende a se manifestar nos próximos balanços previdenciários.
O desempenho do setor industrial argentino acompanha a retração de outros indicadores de atividade econômica. A queda na produção de eletrônicos tem efeito direto sobre fornecedores de componentes e serviços especializados.