A Justiça prorrogou por mais 10 dias o prazo para a conclusão do inquérito que apura a morte de Oliver Golden Grayson, de 3 anos, ocorrida em 8 de julho em Viamão. A decisão foi autorizada nesta segunda-feira (3) após solicitação da Polícia Civil. Os pais da criança, D’Andre Grayson e Mayanna Angelina Rodgers, permanecem presos preventivamente.
O pai confessou ter agredido o menino porque a criança não lhe deu “bom dia” no dia do crime. A Polícia Civil investiga se a mãe foi omissa ou se teve participação nas agressões. A defesa de Mayanna informou que pretende protocolar um pedido de habeas corpus para reverter a prisão.
Na semana passada, a Justiça determinou a separação das investigações. O inquérito sobre supostas agressões domésticas sofridas pela mãe passou a tramitar na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), enquanto a apuração da morte do menino segue na Vara do Júri. O sepultamento de Oliver ocorreu duas semanas após o crime.
A delegada Luana Medeiros, responsável pelo caso, afirmou que a expectativa é de que a remessa do inquérito ocorra em breve. Após a conclusão dos trabalhos, o procedimento será encaminhado às autoridades competentes.
Os investigadores também apuram possíveis falhas na rede de proteção de Viamão, onde a família morava. O objetivo é esclarecer quais medidas foram adotadas diante dos sinais de maus-tratos contra a criança.
Nesta segunda-feira (3), ocorreu a primeira oitiva de Mayanna Angelina Rodgers, de 29 anos, no inquérito que apura os episódios de violência doméstica que ela sofreu. O depoimento foi realizado por videoconferência a partir da Penitenciária Estadual Feminina de Guaíba, onde ela está presa.
A defesa de Mayanna informou que a oitiva teve como objetivo detalhar os episódios de violência dos quais ela foi vítima, contribuindo para o esclarecimento dos fatos e para a confrontação das informações com os depoimentos das testemunhas já ouvidas.
Fonte: Globo G1 Rio Grande do Sul