O fenômeno El Niño alcançou intensidade excepcional neste início de novembro, com anomalias de temperatura da superfície do mar recordes na faixa equatorial do Oceano Pacífico. Os dados são da Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera (NOAA), agência de clima dos Estados Unidos.
Conforme o último boletim semanal da NOAA, a anomalia na região Niño 3.4, no Pacífico Equatorial Central, está em +3,4ºC. Esse é o maior valor registrado até o momento neste evento e supera em 0,4ºC o recorde do Super El Niño de 2015.
Pelo índice tradicional ONI, valores iguais ou superiores a +2ºC configuram um Super El Niño. A NOAA passou a utilizar neste ano um segundo índice, o RONI, que faz compensação com o aquecimento dos oceanos tropicais e aponta anomalia de +2,5ºC na mesma região, também na categoria muito forte.
Na região Niño 1+2, que mede as anomalias junto aos litorais do Peru e do Equador, o desvio chega a +5,4ºC, configurando um El Niño Costeiro de extraordinária intensidade.
Modelos numéricos indicam consenso de que o pico deste El Niño deve ocorrer no final do ano, com a maioria das simulações apontando dezembro. A mediana dos dados projeta valores próximos de +4ºC de anomalia na região Niño 3.4 pelo índice ONI.
Caso confirmado, o valor superaria largamente o patamar de +2ºC e colocaria o episódio atual em território jamais observado em 170 anos de dados.