O WhatsApp passou a disponibilizar novos recursos de controle parental para adolescentes no Brasil. A atualização, anunciada pela Meta, permite que pais e responsáveis acompanhem e configurem diferentes aspectos da experiência dos menores de idade no aplicativo.
Entre as novas opções estão configurações relacionadas ao perfil, grupos, canais e atualizações de status. A empresa afirma que as ferramentas foram desenvolvidas para ampliar a supervisão sem comprometer a privacidade das conversas dos adolescentes.
A expansão ocorre em meio ao avanço do debate sobre segurança digital de crianças e adolescentes no país, impulsionado pela implementação do ECA Digital. A Meta já havia apresentado mecanismos semelhantes em março, voltados a crianças com menos de 13 anos. Agora, as ferramentas são direcionadas especificamente ao público adolescente, seguindo movimento adotado também em outros países.
De acordo com a Meta, os responsáveis poderão definir quem visualiza a foto de perfil do adolescente e controlar quem pode adicioná-lo a grupos. Também será possível receber avisos sobre atividades em grupos, saber quando o menor entra ou deixa uma comunidade e ser notificado quando um grupo aumentar o número de integrantes.
A supervisão abrange ainda os canais do WhatsApp e as atualizações de status. Os pais poderão estabelecer como os canais podem ser utilizados, controlar quais status o adolescente visualiza e definir quem poderá ver as publicações feitas por ele.
O controle parental também inclui recursos relacionados à Meta AI, inteligência artificial integrada aos serviços da companhia. Os responsáveis poderão escolher entre a configuração padrão, destinada a usuários com mais de 13 anos, e uma alternativa com maior nível de restrição, chamada “Conteúdo limitado”.
Os recursos de supervisão são opcionais. Caso o adolescente queira alterar configurações estabelecidas pelos responsáveis, será necessária a autorização de um adulto, confirmada por meio de um PIN criado pelo próprio responsável.
Apesar da ampliação das possibilidades de supervisão, a Meta afirma que o conteúdo das conversas permanece privado. Pais e responsáveis não poderão acessar mensagens, ouvir ligações ou receber relatórios detalhados sobre com quem o adolescente conversou ou para quem fez chamadas.
A empresa reforça que mensagens e chamadas seguem protegidas pela criptografia de ponta a ponta. Dessa forma, o conteúdo das comunicações não fica disponível nem mesmo para o próprio WhatsApp.