O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) julgou, na tarde desta quinta-feira, o meia Alan Patrick e o presidente do Internacional, Alessandro Barcellos. O jogador foi absolvido por unanimidade da denúncia de ofensa à honra, enquanto o dirigente recebeu suspensão de 30 dias e multa de R$ 8 mil.
Com a decisão, Alan Patrick fica à disposição do técnico Eduardo Baptista para o retorno do Brasileirão, caso seja liberado pelo departamento médico. O meia se recupera de lesão muscular na coxa direita e tem o período da Data Fifa para concluir a transição física.
Alan Patrick foi inicialmente denunciado no artigo 243-F do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata de ofender alguém em sua honra e prevê suspensão de um a seis jogos e multa de R$ 100 a R$ 100 mil. Durante o julgamento, o caso foi enquadrado no artigo 258, mas o próprio representante da Procuradoria indicou a absolvição do atleta. Todos os votos foram favoráveis ao camisa 10 colorado.
Em entrevista após o jogo contra o Fluminense, Alan Patrick criticou a atuação do árbitro. “Hoje, no meu ponto de vista, faltou personalidade do árbitro em dar o segundo cartão para o Renê. Nosso jogador ia sair cara a cara (com o goleiro). Era uma falta clara para o cartão. Faltou colhão da parte dele em aplicar o segundo cartão”, declarou o meia na ocasião.
Já o presidente Alessandro Barcellos participou do julgamento por videoconferência e afirmou que não proferiu as ofensas relatadas na súmula. A decisão do STJD, no entanto, foi unânime pela punição de 30 dias de suspensão e multa de R$ 8 mil, com base no artigo 243-F.