Um terremoto de magnitude 7,4 atingiu o oeste da Colômbia na segunda-feira (10), provocando tremores mais violentos do que o previsto para um sismo dessa magnitude e profundidade. A análise atualizada do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) indica que aproximadamente 10,5 milhões de pessoas foram expostas a abalos de intensidade entre VI e VII, classificados como fortes a muito fortes.
O epicentro foi registrado a cerca de 110 quilômetros de profundidade, em uma região de intensa atividade tectônica no encontro entre a placa de Nazca e a placa Sul-Americana. As cidades de Pereira, Manizales e Armenia, no centro-oeste colombiano, registraram os abalos mais severos, com alta possibilidade de danos generalizados e vítimas, segundo o USGS.
O evento chama a atenção de especialistas porque terremotos intermediários, com profundidade entre 70 e 300 quilômetros, normalmente geram menos intensidade na superfície do que sismos rasos de mesma magnitude. No entanto, o tremor colombiano demonstrou que um grande terremoto a mais de 100 quilômetros de profundidade pode produzir impactos significativos em áreas densamente povoadas.
O USGS atualizou o chamado ShakeMap incorporando relatos de moradores enviados pelo sistema “Eu senti isso?”, que registra como os tremores foram percebidos em diferentes localidades. O levantamento aponta que mais de 6 milhões de pessoas foram expostas a tremores de intensidade entre 7 e 8, com as áreas a leste do epicentro sendo particularmente afetadas.
O movimento responsável pelo sismo foi predominantemente do tipo transcorrente, com componentes de movimento inverso. A ruptura da falha envolveu uma área de aproximadamente 105 quilômetros de comprimento por 15 quilômetros de largura, segundo o USGS.
A região está inserida no sistema de subducção que acompanha a costa oeste da América do Sul, onde a placa de Nazca mergulha sob a placa Sul-Americana. Desde 1950, apenas dois terremotos de magnitude 7 ou superior haviam sido registrados na área do evento de segunda-feira.
As autoridades colombianas seguem com operações de resgate, atendimento à população e levantamento dos impactos provocados pelo terremoto.
Fonte: Metsul Meteorologia